quarta-feira, 25 de março de 2009

Que nós recomendamos

Homens, com H maiúsculo, vivem crise emocional

Claudio R S Pucci

O que é ser homem nos tempos de hoje e qual o verdadeiro papel do masculino na sociedade moderna? Muita gente aí, de ambos os sexos diga-se de passagem, responderia que homem que é homem não questiona isso e dariam a questão por encerrada, mesmo porque é mais fácil fugir do assunto. O problema é que os tempos mudaram, as mulheres ganharam seu espaço e o homem deixou de ficar no papel de único provedor e autoridade máxima da casa. E o nó na cabeça está estabelecido.

Calligaris não propõe conclusões (você as tira), mas o maior objetivo da peça é mostrar que ser homem é tão ou mais complicado que ser mulher, por mais que as moças saiam gritando por aí que nossa posição é confortável. As pressões de todos, especialmente da sociedade (você ouve "seja homem" a partir do momento que nasce), a caricatura do macho e até mesmo as referências culturais, que vão de Superman a Rocky Balboa, fazem com que o cidadão esteja eternamente descontente com sua própria virilidade.

Os homens também lutam, inconscientemente, contra a rotina básica de vida (emprego, esposa e filhos), porque desde criança são cobrados para serem excepcionais, ou seja para serem mais do que realmente são. Até mesmo o lado sexual, incluindo a fama de promíscuo, vem carregado de senso de dever. Mais uma vez, de ser excepcional.

Há uma crise de macho do ar

Calligaris afirmou que o fato de há 40 anos discutir-se a complexidade feminina, mas muito pouco a masculina, o levou a bolar o texto para o palco do teatro. Para o psiquiatra e psicanalista Luiz Cushnir, especializado na psique do homem e da mulher, o tema é bastante pertinente e ilustra uma situação real de conflito emocional vivida pelo sexo masculino.

Responsável pelo Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (IDEN) e o Gender Group no Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o médico realiza há 30 anos terapias em grupos, com homens e mulheres separadamente, e analisa a questão do gênero sexual no mundo moderno e a posição de cada um. De acordo com Cushnir, enquanto as moçoilas, para romper as amarras que a prendiam, basearam sua luta nos seus direitos, especialmente sócio-jurídicos (direito a voto, trabalho, condições iguais, etc.), a transformação masculina, que já foi pejorativamente chamada de revolução das cuecas, é no fundo uma batalha para conquistar direitos emocionais.

Segundo o especialista, o homem moderno deve ser mais sensível, mas não cair na armadilha de ser feminino, teoria aliás já abordada na década de 70 pelo americano Robert Bly em seu livro Iron John: A Book about Men. "Deve abandonar o papel de machista-machão para encontrar sua masculinidade interior, ignorando o apelo social de que sensibilidade está apenas do lado feminino. E, à medida que esse homem consegue encontrar uma posição onde é forte, passa a pedir uma resposta feminina da mulher", explica. Ou seja, um homem completo vai buscar uma mulher completa ou ajudar uma mulher a achar seu feminino.

Muita gente reclama hoje que as mocinhas estão duras e masculinizadas, mas aquilo que se convencionou como padrão de vitória e conquista na vida, especialmente no campo profissional, foi feito para os homens. E é lógico que as moças tiveram que vestir uma máscara de ferro masculina ou se dariam mal. Mas um homem com H maiúsculo sabe que por trás daquela "armadura" existe um ser feminino completo e o faz desabrochar facilmente.

Homens do século XXI

resposta fácil. Primeiramente, o "ser homem" é algo individual, feito sob medida para cada um. Ou seja, se alguém tenta se adaptar a um modelo imposto pela sociedade, com regras arcaicas ou não, acaba perdendo sua própria identidade. Quer agradar aos outros e não a si próprio e, logicamente, vai ficar perdido.

Aí, então, dá-lhe caras por aí agindo como canalhas, sem sentimento, embora no fundo estejam loucos para dizer algo sensível como "eu te amo" e morrendo de medo de serem tachados de frutinhas. Ou aqueles que, depois de lerem revistas femininas para saber a nova "moda" em atitudes, se impõem uma sensibilidade tão grande que enterram de vez sua masculinidade e acabam invertendo o papel com as mulheres.

Se fôssemos arriscar, o homem verdadeiro é aquele que tem segurança de sua posição, de seus conceitos e sentimentos, de seu papel na sociedade e, por tudo isso, que respeita a posição feminina. Mesmo porque ele vai querer alguém que agregue algo à sua vida, que o complete.

Homem de verdade não se cobra para ser um às na cama e aceita a sexualidade feminina. Não é incomum um cara passar a vida inteira esperando encontrar uma garota boa de cama e, quando isso acontece, passa a encanar sobre como ela sabe fazer tudo isso e com quem ela aprendeu. E aí, para se refugiar do embaraço, tasca a pecha de vagabunda à menina. Aliás, um homem de verdade pode negar sexo se não estiver no clima. E aí cabe a ressalva de que, se não tiver pela frente também uma mulher de verdade, vai ser questionado injustamente sobre sua masculinidade. Mas o homem de verdade não está nem aí, ele sabe o que é e o que quer.

O caminho a ser percorrido para que o homem do século XXI encontre sua identidade ainda é longo, mas muita coisa já foi alcançada. Luiz Cushnir exemplifica com a criação de filhos, que passou a ser compartilhada entre marido e esposa. Há muitos anos, era raro ver um pai brincando com suas crianças. Hoje, pais criam meninos e meninas sozinhos, viajam com eles e participam ativamente das suas vidas, não mais como aquela figura autoritária.

Um dos exercícios propostos pelo especialista Cushnir, em seus grupos de terapia com homens, aliás, é pedir para que cada paciente imagine que atitudes cada um teria para tornar o filho um homem de verdade. Segundo o médico, a forma de tratamento que esse pai dispensa às mulheres - como respeito e colaboração- acaba sendo determinante para esse ensinamento.

Enfim, se a individualidade de homens e mulheres deve ser respeitada, você pode procurar ainda hoje qual é seu homem de verdade interior, aquele que você realmente quer ser, sem medo de errar. Deixamos, porém, uma última reflexão, com a incrível frase de Contardo Calligaris: nos seres humanos, o macho alfa (mais forte, mais viril, mais autoritário, mais marcante e com mais bravura) só existe na cabeça dos machos beta.

Serviço

Homem de Tarja Preta - Teatro Eva HerzQuinta e sexta: 21hAv. Paulista, 2.073 - Livraria Cultura no Conjunto NacionalTelefone: (11) 3170-4059.Ingressos a R$ 20,00

Para saber mais sobre o trabalho e livros do Dr. Luiz Cuschnir, conhecer o IDEN e o Gender Groups: www.luizcuschnir.com.br

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Que a palavra “não” é recheada de complexidade.

Tem uma comunidade no Orkut chamada “Que parte do Não você não entendeu?”. Nada de fabuloso, apenas mais uma entre centenas, ou milhares. Resolvi citá-la porque penso que o não, na verdade, é uma palavrinha danada... Minha mãe, por exemplo, quando tinha que dizer um ressonante não para meus apelos de adolescente, sempre deixava essa tarefa por conta do meu pai. É como se o não dele fosse por um ponto final na celeuma sem mais protestos. E punha mesmo!O não do meu pai era incontestável, enquanto que o não da minha mãe era até passível de virar um sim, se eu insistisse. Tem gente que diz não só para fazer charme, para ser do contra. Tem gente que diz não para tudo, sem mais nem menos. Há ,ainda, aqueles que nunca dizem não, e vivem se arrependendo de sua fraqueza. Eu confesso que não sabia dizer não para as coisas difíceis, naquelas situações que sua resposta pode mudar o rumo da sua vida. Hoje, mais madura, aprendi a ponderar os meus nãos. Eu os distribuo sem culpa de acordo com minhas necessidades. Ao contrário de algumas mulheres eu nunca digo não sem que isso seja de fato uma negativa. Isso não significa, de maneira alguma, que alguns de meus sins não sejam absurdamente equivocados. Mas prefiro um sim por engano que um não sem razão. Finalmente, e não menos importante, preciso citar aquelas criaturas que não sabem ouvir um não. Seus ouvidos simplesmente não admitem o som da palavra. A pessoa se revolta, argumenta, reformula a pergunta, enlouquece! E continua agindo como se nada tivesse mudado, embora o outro envolvido tenha deixado clara a sua discordância no assunto em questão. Ai que raiva!E quanta confusão isso causa nos relacionamentos por ai. Quem criou a tal comunidade, que citei acima, deve ter tido inspiração num desses seres... Atitude comum em gente mimada, e isso já é assunto para outro dia. Por enquanto deixo o seguinte pensamento: “Diga não para negar e sim para afirmar, na dúvida não diga nada. Assim a vida é bem mais simples, pode apostar!”
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Que eu não quero um marido;

Minhas amigas, as que acabaram cometendo o ato insano de casar, andam com uma mania irritante de me desejar um bom marido. Para tudo, quem falou que eu quero um marido?
Onde que a felicidade de uma mulher tem que estar vinculada ao fato de ter um marido?
É sério, pode parecer falso, só que eu não quero um marido, mesmo. Mas podem me desejar um namorado, é, um namorado eu aceito.
Não estou dizendo que eu nunca mais vá casar, ninguém sabe, mas agora eu realmente não desejo.
Eu já casei, o casamento durou o tempo necessário, já separei e já tenho o meu filho.
Agora eu quero viver com as emoções à flor da pele, coisa que o casamento arranca de nós. Resgatar uma coisa adolescente, que eu já tive, mas faz tempo que não sinto. Eu quero sentir saudades, e que ele também sinta de mim. Ela intensifica tudo, o cheiro do perfume, a forma de olhar, de falar e de se mover. A saudade nos prende, nos faz querer estar junto. Tudo o que está muito ali, perto, fácil, vai perdendo o valor, eu não quero que minhas atitudes se tornem banais. No casamento, tudo o que fazemos de coração acaba virando obrigação, e se tem uma coisa que detesto é fazer as coisas por obrigação, profissionalmente é outro caso, mas em um relacionamento é o começo do fim, pode apostar. E meu pedido é:
"Papai do Céu, me dá um namorado
Lindo, fiel, gentil e tarado."
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Que essa sou eu

Coisa mais difícil essa de se definir, mas sou, basicamente, as coisas que eu gosto, o que me deixa feliz e me faz bem. Sou um sorriso constante, o bom humor domina a minha pessoa. Sou uma tarde ensolarada com vento frio, detesto o calor. Sou uma xícara de cappuccino com pão de queijo, mas a xícara tem que ser grande e bonita, e o pão de queijo aquele que é bem molinho por dentro. Sou um filme de comédia romântica, menos romântica e mais cômica, por favor. Sou um copo de cerveja bem gelada, rodeado de gente falando muita besteira. Sou a risada do meu filho, seja por qualquer motivo, ele rindo é a coisa mais linda de se ver. Sou as músicas do John Mayer, incrível como ele ainda não fez algo que eu não goste. Sou as palavras de carinho, amizade e admiração que recebo. Sou cada beijo e cada olhar apaixonado que dei e recebi. Sou muitas outras coisas, e serei tudo o que ainda vai me acontecer. Óbvio que tenho o lado negro, mas desse eu falo quando ele resolver sair das trevas pra me visitar, melhor não mexer com quem está quieto, não é verdade?
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domingo, 15 de março de 2009

Que essa é uma mulher descrita por si mesma

Da mesma forma que nascem as estrelas, nascem as mulheres comuns. Essas sofrem,choram,amam e odeiam,ajudam,erram e acertam,pedem socorro,amamentam,casam e descasam. Aquelas passam pela vida mais tranquilamente, eu acho!Não sei se isso é verdade, mas também não me importo. Sei de mim!Sei que nasci em família simples, tive infância e adolescência difícil. Sei que me tornei adulta carregando valores e sonhos que busco com afinco! Sei que erro, mas as vezes acerto também. Sei que amo e odeio com quase a mesma intensidade. Sei que tenho amigos e desafetos. E não sei tanta coisa que deveria saber depois de tanto viver... Ainda não sei me defender de sentimentos arrebatadores nem me calar em momentos que nem sempre as palavras dizem o que deveriam. Ainda não sei me refazer completamente de decepções, principalmente aquelas causadas por pessoas nas quais confiei. Ainda não aceito a fome, a guerra, a desigualdade, a violência, a miséria, o desinteresse, o abandono, a falsidade e a mentira. Minhas certezas ainda são poucas e minhas incertezas infinitas. Ainda não sei se conseguirei fazer de meu filho um homem de bem, na verdade nem sei se sou realmente eu a responsável por isso. Faço o que posso e da melhor forma que consigo! Busco diariamente o aprendizado, quero ser melhor como ser humano, mais competente como profissional, boa mãe, boa irmã, boa filha, boa amiga, boa companheira. Perfeita?E porque não?Vou sempre fazer o possível!Por vezes, tento até o impossível... De tanto cair já aprendi a me levantar mais rápido e a curar as feridas. Faço das cicatrizes incentivo para tentar cair menos. Vou sempre esperar o melhor das pessoas e sempre desejar um mundo melhor para se viver. Sempre vou querer um amor que dure para sempre, embora eu saiba que tudo tem começo e fim. Tudo certo?Tudo errado?Não sei e não me julgo o tempo inteiro. Sinto só as culpas que suporto e tento ser feliz a maior parte do tempo!
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