E vou dizer ainda que esqueçam tudo o que eu já escrevi aqui sobre o amor. À esse respeito eu só sei que nada sei...
Quando penso que estou forte, que não vou mais me permitir armadilhas, que não vou mais sofrer por motivo efêmero, eis que o meu mundo gira e volta para o mesmo lugar...
Um lugar conhecido e nem por isso seguro. Um terreno movediço e assustador, mas do qual não consigo me manter a uma distância segura.
Medo? Não... Pavor mesmo! De que dê errado, ou será que o medo é de que dê certo?
Será que saberei lidar com a felicidade que sempre achei impossível? Não que eu nunca tenha sido feliz, não é isso. Mas dessa felicidade eu já tinha abdicado há muito tempo. O silêncio já era uma constante, e agora os sinos ameaçam dobrar... E isso, posso garantir, assusta e muito!
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Que não vou justificar a ausência
E vou dizer ainda que esqueçam tudo o que eu já escrevi aqui sobre o amor. À esse respeito eu só sei que nada sei...
Quando penso que estou forte, que não vou mais me permitir armadilhas, que não vou mais sofrer por motivo efêmero, eis que o meu mundo gira e volta para o mesmo lugar...
Um lugar conhecido e nem por isso seguro. Um terreno movediço e assustador, mas do qual não consigo me manter a uma distância segura.
Medo? Não... Pavor mesmo! De que dê errado, ou será que o medo é de que dê certo?
Será que saberei lidar com a felicidade que sempre achei impossível? Não que eu nunca tenha sido feliz, não é isso. Mas dessa felicidade eu já tinha abdicado há muito tempo. O silêncio já era uma constante, e agora os sinos ameaçam dobrar... E isso, posso garantir, assusta e muito!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Que venha 2011!
Esse ano fiz greve geral e absoluta de toda e qualquer superstição, crendice, mandinga ou seja lá o que for. É isso ai! Não pulei sete ondinhas, não comi lentinha, não coloquei calcinha rosa e não vesti branco. Calma, não significa que quis ser do contra total, a chata do pedaço, apenas resolvi fazer diferente. Quando o relógio marcou meia noite eu fechei meus olhos e simplesmente pensei: "Será um bom ano! Serei feliz porque eu quero que seja assim e farei todo o possível para isso"!
Espero que dê certo, porque se não der o ano que vem terei muito trabalho para cumprir todos os rituais de novo... »Início
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Que vou falar um pouco sobre o amor...
Como tive muito tempo para pensar e o assunto mais complicado de se desenvolver num texto é o malfadado e bendito amor, vamos ao que andei pensando sobre Ele (isso mesmo em maiúscula para dar-lhe a devida importância) ultimamente:.
Outro dia num almoço com umas amigas falávamos sobre o que seria um amor perfeito. Surgiram várias opiniões, algumas óbvias e outras nem tanto. Houve quem dissesse que o amor perfeito é aquele onde existe cumplicidade, respeito, admiração e bom sexo, o óbvio. Óbvio mas longe de ser o ideal pelo que disseram outras. Essas, afirmaram que é mais que isso que não se pode esquecer que a amizade é fundamental para suportar os momentos onde a rotina e a falta de tempo ou de disposição tornam o sexo morno. Afinal a amizade predispõe o diálogo e que sem ele não há amor que resista..
Confesso que nesse dia ouvi muito mais do que falei e o assunto foi longe.Mas enquanto cada uma defendia seu ponto de vista entendi que todas estavam certas, que as idéias eram complementares e que o mundo seria lindo se um amor assim tão perfeito existisse de fato.Conclui que o amor perfeito é, na verdade, o amor possível.É aquele onde cedemos e aceitamos as diferenças para sermos aceitas também e assim se vai vivendo o amor possível.O amor possível é aquele onde dia a dia se vai construindo a amizade, a cumplicidade, a admiração.O amor perfeito é aquele que nutrimos em primeiro lugar por nós mesmos para sermos uma pessoa melhor que será amada e respeitada por outros..
Nada simples, eu sei.E muito provavelmente alguns de nós passe pela vida sem viver o amor perfeito por não entender que deveríamos começar a construí-lo através do amor possível...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Que tudo na vida é possível!
Emilia, por sinal, foi uma das últimas a ser localizada pelos organizadores voluntários do encontro. Seus pais já não moravam no mesmo bairro, não havia um telefone sequer para tentarem o contato. Mas a maravilhosa evolução tecnológica e os sites de relacionamento tornaram possível o primeiro contato. Emília havia se casado com Jorginho e ido morar no Rio de Janeiro. O que?Emilia e Jorginho? Casados? Como assim? Pelo menos achamos o Jorginho também, afinal ninguém tinha o contato dele no Rio de Janeiro. Mas voltemos ao caso: Eles sempre se odiaram e se alfinetavam o tempo todo e por qualquer motivo!Se um gostava de azul essa passava a ser a cor mais detestada do outro, ela torcia pelo Corinthians e ele pelo Palmeiras e a cada jogo (que assistiam sempre juntos) fosse qual fosse o resultado a troca de farpas era garantida. A coisa tomou tal proporção que convidar os dois para um churrasco ou uma saída da turma virou motivo de reunião prévia para avaliar os prós e contras. No dia do nosso baile de formatura tratamos de cuidar para que as mesas ocupadas pelas famílias dos dois ficassem em lados opostos do salão.
Claro que o assunto principal do nosso encontro de formandos era o fato de os dois estarem casados. A pergunta que não queria calar era: Como isso tinha acontecido?
O fato é que Emília, ao terminar o colegial, entrou para a faculdade de medicina e depois de formada foi fazer especialização no Canadá. Jorginho formou-se engenheiro, como o pai, e foi trabalhar em uma construtora no Rio de Janeiro. Emilia voltou para o Brasil, foi trabalhar num grande hospital e lá conheceu e casou-se com André, um famoso neurocirurgião. Enquanto isso Jorginho conhecia Camila, uma linda arquiteta de olhos azuis, e casava-se com ela. Foram todos felizes para sempre e o sempre, nesse caso, foram exatos 10 anos.
Então Emilia (cardiologista) e André (neurocirurgião) descobriram que dedicavam a maior parte de seu tempo aos seus respectivos pacientes e que o pouco tempo que sobrava era utilizado discutindo medicina.Relação desgastada + falta de tempo = Divórcio.E assim foi! E lá no Rio de Janeiro Jorginho (engenheiro) e Camila (arquiteta) descobriam que, além dos projetos, eles não tinham mais nada em comum. Relação desgastada + falta de interesse = Divórcio. E assim foi!
Isso tudo aconteceu ha menos de duas semanas do carnaval daquele ano. Emilia, que precisava espairecer e alegrar um pouco a vida depois da separação e da decisão de pedir demissão do emprego no hospital, resolveu passar o carnaval em Salvador. Jorginho, que havia comprado um pacote turístico para passar o carnaval em Salvador, achou que devia manter os planos uma vez que precisava espairecer e alegrar um pouco a vida depois da separação. Emília e Jorginho se encontraram no segundo dia de folia. Reconheceram-se imediatamente e, etilicamente alterados, deram boas risadas ao relembrarem do “ódio” que nutriram, um pelo outro, durante toda a adolescência. As inúmeras situações bizarras que viveram juntos, por tantos anos seguidos. Juntos?Epa! Bom, daí a concluírem que aquilo não era bem ódio e que apenas o orgulho de ambos não permitiu que eles tivessem reconhecido o fato foi um pulo. Passaram o carnaval juntos, voltaram juntos e assim permaneceram até concluírem que haviam nascido um pro outro e resolverem se casar.
Mas o que Emília faz aqui hoje, e sem o Jorginho? Estão em férias e Jorginho odeia comédias românticas está na fila para ver um filme de ficção. Como nos velhos tempos estão juntos, porém separados!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Que o tempo passa e não é capaz de apagar tudo.
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...”
O trecho acima é da música ORAÇÃO AO TEMPO do Caetano Veloso. Resolvi citá-lo porque tenho pensado muito na passagem do tempo ultimamente.
Popularmente se diz que o tempo apaga tudo. Não acho que seja bem assim. Há sentimentos que não se apagam. Enfraquecem, modificam-se, mas não se apagam. Bom seria se assim o fosse!Não digo isso por ser ou estar amarga. Digo isso após concluir que há sentimentos que nos fazem mal, embora nem sempre sejamos capazes de perceber isso. Às vezes convivemos tanto tempo com um sentimento dentro de nós que nos acostumamos a ele. Ele nos sufoca, nos faz sofrer, mas sempre está lá ocupando um espaço enorme.Até que um dia, por um motivo ou por vários percebemos que o sentimento mudou, enfraqueceu, perdeu o sentido, mas não morreu.
Há quem diga que o sentimento só morre quando perdemos a esperança de que ele será compartilhado, recíproco, nos fazendo felizes. Talvez seja mesmo isso na maioria das vezes e talvez, como em quase tudo na vida, deve haver exceções. Havendo, assim, sentimentos imortais desses que ou fazem as pessoas felizes para sempre ou muito infelizes na maior parte do tempo. Pois bem, se é possível cultivar o bom sentimento pela vida toda não seria mais justo poder enterrar o mal sentimento para sempre?
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Que eu odeio gente que "se acha"!
Alguém precisa falar para essas criaturas que:
- A última Coca-Cola® do deserto provavelmente está quente e sem gás.
- A última bolacha do pacote provavelmente está molenga e sem graça.
- A última empada da bandeja está fria.
Todo ser que “se acha” na verdade não tem aquela auto-estima toda, isso é fato! Em 110% das vezes é uma forma de se defender do grande fracasso que assola sua existência. É mais fácil se fazer de gostoso e acreditar que é gostoso do que assumir que erra, que se engana, que é humano limitado e infalível!
Não sou perfeita e nem tenho essa pretensão. Adoro ser imperfeita!Adoro voltar atrás em uma decisão equivocada, adoro assumir que errei e pedir desculpas!Adoro ser o mais humana possível!Aliás, poucas pessoas sobre a face da Terra tem a capacidade de fazer tanta merda quanto eu! Isso se deve ao fato de que arrisco, vou lá e dou a cara para bater, acredito nas pessoas e quase sempre me ferro por isso. Paciência!Que graça teria se não fosse assim? Não vim ao mundo à passeio, vim aqui para viver e arcar com as consequências das apostas que faço.
Por isso quando me deparo com seres que se acham perfeitos por natureza eu os abomino!Há alguns que se disfarçam tão bem que quase me enganam... Mas basta uma convivência um pouquinho mais estreita e pronto, lá estão as indisfarçáveis pistas da síndrome da perfeição.
O pseudo-perfeito conhece todos os lugares, entende de todas as coisas, nunca erra, nunca se perde, nunca se engana, ocupa o tempo sempre com algo que ele julga indispensável para a humanidade, conta as melhores piadas, saiu de todos os relacionamentos que teve por que quis e nunca porque levou um pé na bunda, nunca deu um fora na vida, nunca tomou um porre histórico, nunca riu de si mesmo até chorar. Enfim essa criatura não é humana!
E quem não conhece alguém desse naipe que atire a primeira pedra!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Que quando as palavras se banalizam nos restam as atitudes
O tempo do “amor romântico” talvez tenha passado. Triste constatação? Sem dúvida!
Mas levemos em consideração que nas gerações anteriores os relacionamentos se davam de forma muito mais conservadora. As pessoas namoravam, noivavam e se casavam. Constituía-se assim uma família, nos moldes “papai x mamãe”. Dessa união vinham os filhos, quase sempre em grande número. Pai provedor, mãe zelosa, filhos felizes e saudáveis. Relações extraconjugais e brigas à parte o que ficava era a impressão de que todos seriam felizes para sempre. Impressão?Sim, pois afinal a mãe zelosa não vislumbrava a possibilidade de se separar de seu marido, por mais que houvesse motivos, pois não teria como sustentar seus filhos. Não tinha fonte de renda, não era capacitada para o trabalho fora do lar.
Nos tempos que se seguiram as mulheres começaram a ter mais direitos, a estudar mais, a ter mais oportunidades. Os casamentos já não duravam tanto e os filhos passaram a ter que se acostumar ao fato de que seus pais já vislumbravam outras possibilidades fora do casamento e os divórcios se sucederam. Pesados os prós e os contras dessa evolução, temos nessa geração de filhos pessoas menos estruturadas emocionalmente, menos crentes no “amor romântico e eterno”.
E hoje? Hoje as pessoas estão sim menos sensíveis e menos dispostas aos percalços do amor. Não foi apenas o sentido da expressão “eu te amo” que se perdeu, perdeu-se o hábito de compartilhar, trocar, dar e receber afeto. As pessoas estão mais duras e cada vez com menos tempo para se preocupar com as coisas menos práticas e imediatas.
Amar requer paciência, dedicação, entrega. Ainda existem pessoas capazes de amar de apostar que o amor pode ser eterno e de tanto acreditar, algumas até o alcançam. Mas esses são seres raros que quando com eles nos deparamos os reconhecemos pelas atitudes e não porque nos dizem “Eu te amo”!
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