segunda-feira, 27 de julho de 2009

Que quando as palavras se banalizam nos restam as atitudes

Há quem diga que a expressão “eu te amo” perdeu o sentido. Concordo e discordo. Acredito que o que ocorre nos tempos modernos é uma banalização dos sentimentos. As pessoas não mais se preocupam em cuidar, zelar pelo outro e por si. E não acho que se trata apenas de egoísmo, acho que o buraco dessa questão é um pouco mais embaixo, explico:

O tempo do “amor romântico” talvez tenha passado. Triste constatação? Sem dúvida!

Mas levemos em consideração que nas gerações anteriores os relacionamentos se davam de forma muito mais conservadora. As pessoas namoravam, noivavam e se casavam. Constituía-se assim uma família, nos moldes “papai x mamãe”. Dessa união vinham os filhos, quase sempre em grande número. Pai provedor, mãe zelosa, filhos felizes e saudáveis. Relações extraconjugais e brigas à parte o que ficava era a impressão de que todos seriam felizes para sempre. Impressão?Sim, pois afinal a mãe zelosa não vislumbrava a possibilidade de se separar de seu marido, por mais que houvesse motivos, pois não teria como sustentar seus filhos. Não tinha fonte de renda, não era capacitada para o trabalho fora do lar.

Nos tempos que se seguiram as mulheres começaram a ter mais direitos, a estudar mais, a ter mais oportunidades. Os casamentos já não duravam tanto e os filhos passaram a ter que se acostumar ao fato de que seus pais já vislumbravam outras possibilidades fora do casamento e os divórcios se sucederam. Pesados os prós e os contras dessa evolução, temos nessa geração de filhos pessoas menos estruturadas emocionalmente, menos crentes no “amor romântico e eterno”.

E hoje? Hoje as pessoas estão sim menos sensíveis e menos dispostas aos percalços do amor. Não foi apenas o sentido da expressão “eu te amo” que se perdeu, perdeu-se o hábito de compartilhar, trocar, dar e receber afeto. As pessoas estão mais duras e cada vez com menos tempo para se preocupar com as coisas menos práticas e imediatas.

Amar requer paciência, dedicação, entrega. Ainda existem pessoas capazes de amar de apostar que o amor pode ser eterno e de tanto acreditar, algumas até o alcançam. Mas esses são seres raros que quando com eles nos deparamos os reconhecemos pelas atitudes e não porque nos dizem “Eu te amo”!

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Que nem sempre adianta ser do topo da árvore.

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore".

Acho engraçada a mulher que se utiliza do texto aí em cima pra bater no peito e dizer "EU SOU FODONA, SOU DO TOPO DA ÁRVORE!”

Porque não se pode esquecer que, enquanto MAÇÃ, uma hora ela vai apodrecer e cair se o atrevidão não aparecer, né?

Na minha visão da coisa não é que ela seja do topo,ela está no topo. O que quero dizer é que esse momento é apenas uma fase.

Estando no topo, a mulher passa a dispensar todos os que não se enquadram no que ela considera o ideal:

- Esse não tem os olhos azuis e não é loiro, tchau!

- Esse não é formado em nenhuma faculdade, tchau!

- Eu não caio na lábia de qualquer Zé Mané! (Ah, tá).

- Esse não tem isso, esse não tem aquilo....

E ficam atrás de uma perfeição inexistente e enquanto isso o tempo vai passando e o cara "perfeito" nunca chega.Então mesmo estando lá no topo, vão apodrecendo por dentro.Eis que no caminho vem passando um malandro que, sem nada melhor pra fazer, sobe na árvore e... ops, lá vai uma das melhores maçãs pras mãos do safado.Natural, acontece com todas nós vez ou outra.Então de que adiantou TANTO critério?De nada!Absolutamente nada!

Se você está no topo da macieira ou lá caída no chão, tanto faz!A questão é se aquele que passar vai te transformar no melhor que você pode ser. É abrir os olhos, os ouvidos, o coração e a mente.

No meu caso, numa fase meio "lá no chão", apareceu um que soube tirar coisas boas que eu tinha a oferecer, ficou um ano tentando me convencer de que daria certo, me transformou em uma rainha.E numa fase "lá no topo", apareceu outro que me convenceu super rápido, virou um sapão rapidinho e eu, por consequência, virei uma bruxa.

Tá bom assim pra vocês?

É a vida, minha gente...

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domingo, 12 de julho de 2009

Que há dias em que nada parece fazer sentido

Um domingo frio de inverno antecedido por um sábado chuvoso e cinza...E ai parece que o humor acompanha essa melancolia.Dia de pensamentos profundos e questionamentos tantos.Dia de arrependimentos desnecessários, uma vez que o já foi vivido não volta atrás e não há muito o que se possa fazer.Dia de saudades imensas e vazio na alma deixado por pessoas e momentos insubstituíveis.Dia de incompreensão dos desígnios do destino.Dia de ansiedade pelo futuro que parece tão distante mas que na verdade já começa amanhã.

Enfim, é um domingo e nunca gostei muito de domingos.

Só não é tudo tão ruim porque amanhã (já é o futuro) começa uma nova semana e sempre há uma esperança de que tudo se faça mais fácil, mais claro e mais feliz!

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Que a felicidade é mesmo feita de pequenos momentos...

Pequenos gestos, um olhar, um sorriso, um sorvete de limão no sol escaldante do verão, um chocolate quente numa tarde de inverno, a primeira flor no jardim no início da primavera... Tantas e tão pequenas coisas são capazes de nos fazer felizes!

Por vezes um telefonema de uma pessoa querida de quem não tínhamos notícias há muito, surte o mesmo efeito. Aquela boca banguela dos nossos pequenos rebentos falando “mamãe ou papai”. Gestos, pequenos, sutis e enormes em significado.

Claro que uma promoção no trabalho, a compra da casa, do carro, uma formatura, enfim, os grandes projetos de vida também nos fazem felizes. Tem gosto de conquista de recompensa justa pelo sacrifício aplicado. Mas há inúmeras coisas incomensuráveis que nos fazem bem, muito bem!

Ver a felicidade dos nossos amigos e fazer parte dela também contribui para a nossa própria felicidade. Não voltar para o trabalho, após o almoço, numa terça à tarde e ir ao cinema assistir a uma comédia romântica com a sua melhor amiga e depois comprar umas “coisinhas” no shopping. Passar o domingo inteiro, de pijamas, assistindo uma temporada inteira de Lost ou de 24 horas é bom também!Ligar o rádio do carro de manhã e a primeira música ser a sua favorita, tem coisa melhor?

>Aguardar ansiosamente por “aquele” encontro, cuidar de cada detalhe e ter uma noite maravilhosa ao lado de uma pessoa especial... Isso, com certeza, não tem preço!Não há Máster Card® que pague!

Fúteis ou não o que importa é se permitir esses pequenos prazeres, viver esses pequenos momentos e tratar de ser feliz, afinal a vida é curta e de momento em momento vamos vivendo e usando as lembranças boas para suportar as horas ruins!

É o que eu penso!

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