O tempo do “amor romântico” talvez tenha passado. Triste constatação? Sem dúvida!
Mas levemos em consideração que nas gerações anteriores os relacionamentos se davam de forma muito mais conservadora. As pessoas namoravam, noivavam e se casavam. Constituía-se assim uma família, nos moldes “papai x mamãe”. Dessa união vinham os filhos, quase sempre em grande número. Pai provedor, mãe zelosa, filhos felizes e saudáveis. Relações extraconjugais e brigas à parte o que ficava era a impressão de que todos seriam felizes para sempre. Impressão?Sim, pois afinal a mãe zelosa não vislumbrava a possibilidade de se separar de seu marido, por mais que houvesse motivos, pois não teria como sustentar seus filhos. Não tinha fonte de renda, não era capacitada para o trabalho fora do lar.
Nos tempos que se seguiram as mulheres começaram a ter mais direitos, a estudar mais, a ter mais oportunidades. Os casamentos já não duravam tanto e os filhos passaram a ter que se acostumar ao fato de que seus pais já vislumbravam outras possibilidades fora do casamento e os divórcios se sucederam. Pesados os prós e os contras dessa evolução, temos nessa geração de filhos pessoas menos estruturadas emocionalmente, menos crentes no “amor romântico e eterno”.
E hoje? Hoje as pessoas estão sim menos sensíveis e menos dispostas aos percalços do amor. Não foi apenas o sentido da expressão “eu te amo” que se perdeu, perdeu-se o hábito de compartilhar, trocar, dar e receber afeto. As pessoas estão mais duras e cada vez com menos tempo para se preocupar com as coisas menos práticas e imediatas.
Amar requer paciência, dedicação, entrega. Ainda existem pessoas capazes de amar de apostar que o amor pode ser eterno e de tanto acreditar, algumas até o alcançam. Mas esses são seres raros que quando com eles nos deparamos os reconhecemos pelas atitudes e não porque nos dizem “Eu te amo”!
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