Como tive muito tempo para pensar e o assunto mais complicado de se desenvolver num texto é o malfadado e bendito amor, vamos ao que andei pensando sobre Ele (isso mesmo em maiúscula para dar-lhe a devida importância) ultimamente:.
Outro dia num almoço com umas amigas falávamos sobre o que seria um amor perfeito. Surgiram várias opiniões, algumas óbvias e outras nem tanto. Houve quem dissesse que o amor perfeito é aquele onde existe cumplicidade, respeito, admiração e bom sexo, o óbvio. Óbvio mas longe de ser o ideal pelo que disseram outras. Essas, afirmaram que é mais que isso que não se pode esquecer que a amizade é fundamental para suportar os momentos onde a rotina e a falta de tempo ou de disposição tornam o sexo morno. Afinal a amizade predispõe o diálogo e que sem ele não há amor que resista..
Confesso que nesse dia ouvi muito mais do que falei e o assunto foi longe.Mas enquanto cada uma defendia seu ponto de vista entendi que todas estavam certas, que as idéias eram complementares e que o mundo seria lindo se um amor assim tão perfeito existisse de fato.Conclui que o amor perfeito é, na verdade, o amor possível.É aquele onde cedemos e aceitamos as diferenças para sermos aceitas também e assim se vai vivendo o amor possível.O amor possível é aquele onde dia a dia se vai construindo a amizade, a cumplicidade, a admiração.O amor perfeito é aquele que nutrimos em primeiro lugar por nós mesmos para sermos uma pessoa melhor que será amada e respeitada por outros..
Nada simples, eu sei.E muito provavelmente alguns de nós passe pela vida sem viver o amor perfeito por não entender que deveríamos começar a construí-lo através do amor possível...