sexta-feira, 29 de maio de 2009

Que devemos dar à César o que é de César!

Muitos dos sofrimentos da vida estão relacionados à mal entendidos. Isso é fato!E muitas vezes esse mal entendido está dentro de nós mesmos.

Sempre ouço minhas amigas reclamarem ou leio por ai que está cada vez mais difícil ter um bom relacionamento, que os homens estão cada vez mais cafajestes e a que as mulheres ou são belas adormecidas a procura dos seus príncipes ou piriguetes devoradoras de homens. Dá para ficar aqui no mínimo 500 páginas discutindo o porquê de as coisas terem chegado nesse ponto, mas para não cansar a beleza de ninguém, nem a minha, vou colocar o que eu penso: Acredito que tudo é uma questão de se posicionar corretamente quanto ao que se quer. Simples assim!

Se a intenção é levar a cabo “ficadas” sem importância hora com um, hora com outro ou até com uma única pessoa, mas sem compromisso, é preciso que isso fique bem claro para ambas as partes.Óbvio que isso não é simples, claro que as mulheres em sua grande maioria ainda caem na cilada de se apaixonar e esquecer que começaram o relacionamento para curtir e no meio do caminho resolvem mudar a coisa toda e isso só pode mesmo terminar mal.Claro que também existem milhares de cafajestes disfarçados de príncipes encantados que se usam de todo o charme e "fofurice" até conseguir levar a mulher para a cama e ai tiram a capa de bom moço e a coisa desanda também.Mas na grande maioria das vezes o que rola é uma ilusão quanto aos finalmentes, uma vez que se ignorou os entretantos...

Vou tentar explicar isso melhor fazendo uma analogia com uma estratégia de Marketing (consciente que muita gente vai achar “tosco” comparar pessoas e sentimentos com produtos e mercado. Paciência, não dá para agradar a todos mesmo!). Quando temos um produto para lançar no mercado uma das primeiras providências é definir qual o posicionamento que esse produto terá, qual será o público alvo e dessa forma define-se as demais estratégias como preço, embalagem, abordagem, divulgação e ponto de venda. Não adianta lançar um sabonete com nome francês e custo de R$ 20,00 a unidade para a classe “C”, certo?Muito bem, entendido isso posso dizer que se a intenção é casar e ter lindos filhos não dá para sair por ai dando mais que banana na serra.Nenhum homem que se preze vai levar a sério uma mulher que não se valoriza e nenhuma mulher que se valoriza vai levar a sério um cafajeste típico.Alguns entendidos de Marketing irão questionar porque não abordei o “Reposicionamento de Marca”.Que consiste em replanejamento e reestruturação do produto para atingir um mercado diferente do inicial ou mais de um mercado em potencial.A resposta é bem simples:Porque isso não é para qualquer um!O investimento é alto e o resultado é, muitas vezes, a longo prazo!

Trazendo para a nossa analogia inicial, é muito complicado mudar uma primeira impressão e, a menos que se mude de cidade, as pessoas vão se lembrar de como foi o seu comportamento anterior e sempre vão se questionar quanto ao fato de a mudança de atitude ser ou não verdadeira.Longe de mim querer ser moralista, puritana ou qualquer coisa assim.Acho que cada um sabe o que faz da própria vida e a decisão de ter ou não determinado comportamento é de cada um.O que não vale é agir sem pensar nas conseqüências e depois ficar se lamentando.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Considerações femininas – parte 1

A idéia central desse blog é a liberdade de expressão. Quando o idealizamos, Manoela e eu, achamos que seria a forma ideal de condensar e porque não compartilhar todas as bobagens que falamos pelo msn. Seguindo essa linha o assunto de hoje é um pouco atrevido, mas bastante controverso e recorrente entre as mulheres. Lembrando que temos a ciência de que determinados assuntos, ao serem abordados, despertam preconceito. Ainda assim vamos em frente, fieis ao propósito do nosso espaço:

É verdade que todo cara que beija bem é bom de cama?É verdade que se ele beija muuuuito bem o sexo oral também vai ser “coisa de louco”?

Não acredito que quando o assunto é sexo podemos trabalhar com regras rígidas, mas posso falar das minhas próprias experiências. Sendo assim a resposta é afirmativa para ambas as perguntas com algumas ressalvas, claro! Eu explico:

Se durante o beijo já rola aquela falta de ar e aquela tremedeira nas pernas, prepare-se. Via de regra quando vocês forem para a cama a coisa vai rolar muito bem. Claro que nem sempre a primeira vez é fenomenal, afinal sexo além de tudo é cumplicidade e isso não vai rolar logo na primeira transa. Mas da segunda para frente a tendência é ser cada vez melhor. Agora se além da falta de ar e da tremedeira nas pernas o beijo do cara te deixar desnorteada, você tirou a sorte grande!Com quase 100% de chance de estar acertando posso garantir que além da coisa rolar muito bem, ele provavelmente vai te proporcionar um sexo oral inesquecível!

Estou falando alguma novidade?Acho que não!Mas como eu disse lá em cima pode haver exceções. Já me aconteceu de o beijo do sujeito não ser uma Brastemp® e ainda assim a transa ser boa, não ótima, mas boa!Assim como já me aconteceu de o sujeito ter um desses beijos avassaladores e na hora H ele ser egoísta e sem noção de que sexo é troca e ai não tem nem o que dizer, foi péssimo!

O assunto é longo e as possibilidades são muitas. O importante é que cada um aprenda a reconhecer os sinais do próprio corpo e que saiba dar e receber prazer sem neuras! Pronto, falei!

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Que as pessoas ainda se casam, ainda bem!

Gosto de pensar que por mais que alguns apostem no contrário, ainda tem aqueles que acreditam no casamento. Afinal isso significa que o ser humano ainda acredita no amor. Ainda é capaz de se imaginar dividindo suas alegrias e tristezas com um único ser,aquele que foi eleito pelo coração.

Calma, não é um ataque súbito de romantismo. E mesmo que fosse não tenho absolutamente nada contra os românticos. Mas a questão que quero discutir não é essa. É a instituição em si. Há estatísticas que comprovam que ao passo que o número de divórcios cresce anualmente, o número de casamentos não diminui.

Óbvio que também não está no casamento a única forma de se viver o amor. Mas, como dentro de pouco mais de dois meses minha amiga Ana vai se casar, não podia deixar de escrever a respeito.

Acompanho de perto o nervosismo dela com a proximidade da data.E conheço seus sonhos e sua certeza de que escolheu a pessoa certa para passar a vida, ter filhos e ser feliz!

Eu já me casei duas vezes. O meu primeiro casamento aconteceu quando eu era ainda muito jovem e foi um quase erro. Digo quase porque me rendeu como fruto um filho lindo que amo de paixão. Mas durou apenas cinco anos e terminou de forma catastrófica. No segundo eu já estava mais madura e mais preparada para entender que a convivência diária requer alguns sacrifícios e que se não for assim não dura mesmo. Durou nove anos. E posso dizer que fui muito feliz!Acabou quando o amor deixou de existir e tivemos muita maturidade para nos separarmos na hora certa. O resultado é que somos bons amigos agora, sem mágoas. Pois é, estou dizendo sim que o amor acaba e que como tudo na vida, tem prazo de validade. Claro que há aquelas exceções de casais que passam cinqüenta anos juntos e juram até o fim que se amam. Há também, e não são poucos, aqueles que se acomodam e deixam o tempo passar levando um casamento morno e sem emoção apenas para não terem que se separar e começar tudo de novo.

Quem se casa sabe que pode não ser para sempre. Mas ao consumarem o casamento pensam verdadeiramente que será. E ai é que está a beleza do amor: Ele nos dá coragem de arriscar, mesmo sabendo que corremos o risco de sermos infelizes. Ele faz o risco valer à pena, nos faz sonhar e acreditar que o sonho é possível.

E é por acreditar no amor que desejo que minha amiga Ana esteja fazendo a coisa certa e que seja absurdamente feliz!Torço também para que se não der certo, ela nunca deixe de acreditar e de sonhar que o amor ainda é um dos mais preciosos sentimentos que temos dentro de nós. Que ela saiba que sozinhas também podemos ser felizes, mas nem por isso precisamos deixar de acreditar na união como uma forma deliciosa de felicidade!

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Que vou falar de música, ou não

É a segunda vez que começo a escrever este post.Da primeira falava inicialmente que sou fã do Chico Buarque e blá,blá,blá.Realmente sou fã, é fato! Difícil uma mulher da minha geração que não seja. E não são só os belos olhos azuis, é principalmente a facilidade com que Chico se comunica com as almas femininas. Até aqui apenas informações e nenhuma novidade, eu sei. Na verdade a intenção que tive ao pensar nesse texto foi fazer uma analogia de uma das minhas músicas favoritas com o que vai, vem e virá em minh’alma.
Falo da música “RODA VIVA”, pois me vejo cantarolando e pensando nesses versos muitas vezes.Longe de mim querer acrescentar qualquer coisa à essa bela letra, mas quem nunca se sentiu um dia como quem partiu ou morreu?Quem não sentiu um dia que o próprio destino escapa-lhe das mãos quando a vida insiste em tomar o próprio rumo?Quem nunca sentiu a roda gigante da vida,como um moinho, movimentando tudo ao seu redor sem saber direito que direção tomar?Quem nunca sentiu uma saudade apertando a garganta e a alma e a roda viva da vida carregando a saudade pra longe sem cerimônia?
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domingo, 3 de maio de 2009

Que nós mulheres somos estranhas, às vezes

Quando se é criança é bem mais fácil conseguir um colinho. É só chorar, fazer beicinho e pronto!Tem sempre a mamãe, o papai ou um tio de plantão. Consegue-se o afago que nos acaricia, mima,protege.

Na vida adulta o afago ganha conotações sensuais e vai perdendo a função básica do consolo. Isso é bom e ruim, se é que algo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo.

A questão é que há dias em que um carinho descompromissado, aquele cafuné no cabelo, aquele abraço carinhoso vindo de um amigo, de um irmão ou de qualquer pessoa querida, curaria uma dor que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê (parafraseando o poeta), mas que dói e insiste em doer.

Difícil para alguns, eu me incluo nisso, é admitir a necessidade de receber esse gesto.

Observo que as mulheres ‘meiguinhas’, aquelas que assumem que são frágeis e até gostam disso, se beneficiam com a disponibilidade, principalmente dos homens, em satisfazer suas mínimas necessidades sem muitos questionamentos porque senão a ‘meiguinha’ se debulha em lágrimas. Acho até que essas criaturas são muito mais espertas do que parecem, porque pelo menos atenção elas conseguem sempre!Claro que não estou concordando com esse tipo de comportamento, pelo amor dos deuses!E nem estou dizendo que estou no ápice da carência, precisando de uma migalha dormida do seu pão e que raspas e restos me interessam (parafraseando outro poeta). O que estou querendo dizer é que nem sempre quando se está carente se está com falta de sexo, ou se achando um lixo com a auto-estima no dedão do pé, a caça de um lexotan®. Às vezes essa carência é pura e simplesmente a falta desse afago que aquece a alma.

Será que me fiz entender?

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