quarta-feira, 22 de abril de 2009

Que meu ouvido não é "pinico"!

Há que se respeitar as diferenças. Sejam elas sociais, culturais, econômicas ou étnicas. Costumes, gostos e crenças se todos cultivassem os mesmos o mundo ia ser muito sem graça. A beleza está na diversidade. A questão é que o limite do respeito de qualquer diferença reside na linha tênue onde termina o direito de um e começa o direito do outro, certo?Por isso que a convivência civilizada em sociedade é tão complicada. Você pode fazer exatamente o que te der na veneta, desde que não perturbe a existência de ninguém. Portanto se você é daqueles que adoram ouvir música no último volume, por exemplo, você tem algumas opções, a saber:

1- Mude-se para Marte, e lá ouça o que te faz feliz na altura que suportar.

2- Compre uma cabine hermeticamente fechada, instale nela toda a sua parafernália sonora e passe lá suas horas insanas de prazer musical.

3- Transforme sua casa, seu carro e a churrasqueira do seu prédio, onde costuma fazer seus sonoros churrascos, em um estúdio com o que há de mais moderno em isolamento acústico e não se esqueça de convidar os amigos que partilham do mesmo hobby para dividir com você tão precioso espaço.

4- E por último, mas não menos aconselhável, leve seu equipamento de som para umas férias na Faixa de Gaza, com passagem só de ida, onde com certeza seu barulhinho não vai perturbar tanto assim.

Vejam que não estou nem questionando o gosto musical, mesmo porque nunca ouvi Mozart, Beehtoven ou qualquer coisa que valha a pena em uma altura acima de 85 decibéis (limite estabelecido pela lei do silêncio) vindo da casa, do carro ou da churrasqueira de ninguém. Estou apenas pedindo que respeitem meu sagrado direito de ouvir o que eu quiser e não o que me obrigam a ouvir. Será que estou pedindo muito?

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