segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Que tudo na vida é possível!

Na última sexta-feira de julho deste ano de 2009, um dia bem frio, encontrei-me com Emilia na fila do cinema. Emília, minha amiga tão querida desde os idos de minha infância. Há quanto tempo não nos vemos?Desde aquele encontro comemorativo dos 20 anos de formatura da nossa turma do colégio.

Emilia, por sinal, foi uma das últimas a ser localizada pelos organizadores voluntários do encontro. Seus pais já não moravam no mesmo bairro, não havia um telefone sequer para tentarem o contato. Mas a maravilhosa evolução tecnológica e os sites de relacionamento tornaram possível o primeiro contato. Emília havia se casado com Jorginho e ido morar no Rio de Janeiro. O que?Emilia e Jorginho? Casados? Como assim? Pelo menos achamos o Jorginho também, afinal ninguém tinha o contato dele no Rio de Janeiro. Mas voltemos ao caso: Eles sempre se odiaram e se alfinetavam o tempo todo e por qualquer motivo!Se um gostava de azul essa passava a ser a cor mais detestada do outro, ela torcia pelo Corinthians e ele pelo Palmeiras e a cada jogo (que assistiam sempre juntos) fosse qual fosse o resultado a troca de farpas era garantida. A coisa tomou tal proporção que convidar os dois para um churrasco ou uma saída da turma virou motivo de reunião prévia para avaliar os prós e contras. No dia do nosso baile de formatura tratamos de cuidar para que as mesas ocupadas pelas famílias dos dois ficassem em lados opostos do salão.

Claro que o assunto principal do nosso encontro de formandos era o fato de os dois estarem casados. A pergunta que não queria calar era: Como isso tinha acontecido?

O fato é que Emília, ao terminar o colegial, entrou para a faculdade de medicina e depois de formada foi fazer especialização no Canadá. Jorginho formou-se engenheiro, como o pai, e foi trabalhar em uma construtora no Rio de Janeiro. Emilia voltou para o Brasil, foi trabalhar num grande hospital e lá conheceu e casou-se com André, um famoso neurocirurgião. Enquanto isso Jorginho conhecia Camila, uma linda arquiteta de olhos azuis, e casava-se com ela. Foram todos felizes para sempre e o sempre, nesse caso, foram exatos 10 anos.

Então Emilia (cardiologista) e André (neurocirurgião) descobriram que dedicavam a maior parte de seu tempo aos seus respectivos pacientes e que o pouco tempo que sobrava era utilizado discutindo medicina.Relação desgastada + falta de tempo = Divórcio.E assim foi! E lá no Rio de Janeiro Jorginho (engenheiro) e Camila (arquiteta) descobriam que, além dos projetos, eles não tinham mais nada em comum. Relação desgastada + falta de interesse = Divórcio. E assim foi!

Isso tudo aconteceu ha menos de duas semanas do carnaval daquele ano. Emilia, que precisava espairecer e alegrar um pouco a vida depois da separação e da decisão de pedir demissão do emprego no hospital, resolveu passar o carnaval em Salvador. Jorginho, que havia comprado um pacote turístico para passar o carnaval em Salvador, achou que devia manter os planos uma vez que precisava espairecer e alegrar um pouco a vida depois da separação. Emília e Jorginho se encontraram no segundo dia de folia. Reconheceram-se imediatamente e, etilicamente alterados, deram boas risadas ao relembrarem do “ódio” que nutriram, um pelo outro, durante toda a adolescência. As inúmeras situações bizarras que viveram juntos, por tantos anos seguidos. Juntos?Epa! Bom, daí a concluírem que aquilo não era bem ódio e que apenas o orgulho de ambos não permitiu que eles tivessem reconhecido o fato foi um pulo. Passaram o carnaval juntos, voltaram juntos e assim permaneceram até concluírem que haviam nascido um pro outro e resolverem se casar.

Mas o que Emília faz aqui hoje, e sem o Jorginho? Estão em férias e Jorginho odeia comédias românticas está na fila para ver um filme de ficção. Como nos velhos tempos estão juntos, porém separados!

»Início

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Que o tempo passa e não é capaz de apagar tudo.

“E quando eu tiver saído

Para fora do teu círculo

Tempo tempo tempo tempo

Não serei nem terás sido

Tempo tempo tempo tempo...”

O trecho acima é da música ORAÇÃO AO TEMPO do Caetano Veloso. Resolvi citá-lo porque tenho pensado muito na passagem do tempo ultimamente.

Popularmente se diz que o tempo apaga tudo. Não acho que seja bem assim. Há sentimentos que não se apagam. Enfraquecem, modificam-se, mas não se apagam. Bom seria se assim o fosse!Não digo isso por ser ou estar amarga. Digo isso após concluir que há sentimentos que nos fazem mal, embora nem sempre sejamos capazes de perceber isso. Às vezes convivemos tanto tempo com um sentimento dentro de nós que nos acostumamos a ele. Ele nos sufoca, nos faz sofrer, mas sempre está lá ocupando um espaço enorme.Até que um dia, por um motivo ou por vários percebemos que o sentimento mudou, enfraqueceu, perdeu o sentido, mas não morreu.

Há quem diga que o sentimento só morre quando perdemos a esperança de que ele será compartilhado, recíproco, nos fazendo felizes. Talvez seja mesmo isso na maioria das vezes e talvez, como em quase tudo na vida, deve haver exceções. Havendo, assim, sentimentos imortais desses que ou fazem as pessoas felizes para sempre ou muito infelizes na maior parte do tempo. Pois bem, se é possível cultivar o bom sentimento pela vida toda não seria mais justo poder enterrar o mal sentimento para sempre?

»Início

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Que eu odeio gente que "se acha"!

Alguém precisa falar para essas criaturas que:

- A última Coca-Cola® do deserto provavelmente está quente e sem gás.

- A última bolacha do pacote provavelmente está molenga e sem graça.

- A última empada da bandeja está fria.

Todo ser que “se acha” na verdade não tem aquela auto-estima toda, isso é fato! Em 110% das vezes é uma forma de se defender do grande fracasso que assola sua existência. É mais fácil se fazer de gostoso e acreditar que é gostoso do que assumir que erra, que se engana, que é humano limitado e infalível!

Não sou perfeita e nem tenho essa pretensão. Adoro ser imperfeita!Adoro voltar atrás em uma decisão equivocada, adoro assumir que errei e pedir desculpas!Adoro ser o mais humana possível!Aliás, poucas pessoas sobre a face da Terra tem a capacidade de fazer tanta merda quanto eu! Isso se deve ao fato de que arrisco, vou lá e dou a cara para bater, acredito nas pessoas e quase sempre me ferro por isso. Paciência!Que graça teria se não fosse assim? Não vim ao mundo à passeio, vim aqui para viver e arcar com as consequências das apostas que faço.

Por isso quando me deparo com seres que se acham perfeitos por natureza eu os abomino!Há alguns que se disfarçam tão bem que quase me enganam... Mas basta uma convivência um pouquinho mais estreita e pronto, lá estão as indisfarçáveis pistas da síndrome da perfeição.

O pseudo-perfeito conhece todos os lugares, entende de todas as coisas, nunca erra, nunca se perde, nunca se engana, ocupa o tempo sempre com algo que ele julga indispensável para a humanidade, conta as melhores piadas, saiu de todos os relacionamentos que teve por que quis e nunca porque levou um pé na bunda, nunca deu um fora na vida, nunca tomou um porre histórico, nunca riu de si mesmo até chorar. Enfim essa criatura não é humana!

E quem não conhece alguém desse naipe que atire a primeira pedra!

»Início

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Que quando as palavras se banalizam nos restam as atitudes

Há quem diga que a expressão “eu te amo” perdeu o sentido. Concordo e discordo. Acredito que o que ocorre nos tempos modernos é uma banalização dos sentimentos. As pessoas não mais se preocupam em cuidar, zelar pelo outro e por si. E não acho que se trata apenas de egoísmo, acho que o buraco dessa questão é um pouco mais embaixo, explico:

O tempo do “amor romântico” talvez tenha passado. Triste constatação? Sem dúvida!

Mas levemos em consideração que nas gerações anteriores os relacionamentos se davam de forma muito mais conservadora. As pessoas namoravam, noivavam e se casavam. Constituía-se assim uma família, nos moldes “papai x mamãe”. Dessa união vinham os filhos, quase sempre em grande número. Pai provedor, mãe zelosa, filhos felizes e saudáveis. Relações extraconjugais e brigas à parte o que ficava era a impressão de que todos seriam felizes para sempre. Impressão?Sim, pois afinal a mãe zelosa não vislumbrava a possibilidade de se separar de seu marido, por mais que houvesse motivos, pois não teria como sustentar seus filhos. Não tinha fonte de renda, não era capacitada para o trabalho fora do lar.

Nos tempos que se seguiram as mulheres começaram a ter mais direitos, a estudar mais, a ter mais oportunidades. Os casamentos já não duravam tanto e os filhos passaram a ter que se acostumar ao fato de que seus pais já vislumbravam outras possibilidades fora do casamento e os divórcios se sucederam. Pesados os prós e os contras dessa evolução, temos nessa geração de filhos pessoas menos estruturadas emocionalmente, menos crentes no “amor romântico e eterno”.

E hoje? Hoje as pessoas estão sim menos sensíveis e menos dispostas aos percalços do amor. Não foi apenas o sentido da expressão “eu te amo” que se perdeu, perdeu-se o hábito de compartilhar, trocar, dar e receber afeto. As pessoas estão mais duras e cada vez com menos tempo para se preocupar com as coisas menos práticas e imediatas.

Amar requer paciência, dedicação, entrega. Ainda existem pessoas capazes de amar de apostar que o amor pode ser eterno e de tanto acreditar, algumas até o alcançam. Mas esses são seres raros que quando com eles nos deparamos os reconhecemos pelas atitudes e não porque nos dizem “Eu te amo”!

»Início

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Que nem sempre adianta ser do topo da árvore.

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore".

Acho engraçada a mulher que se utiliza do texto aí em cima pra bater no peito e dizer "EU SOU FODONA, SOU DO TOPO DA ÁRVORE!”

Porque não se pode esquecer que, enquanto MAÇÃ, uma hora ela vai apodrecer e cair se o atrevidão não aparecer, né?

Na minha visão da coisa não é que ela seja do topo,ela está no topo. O que quero dizer é que esse momento é apenas uma fase.

Estando no topo, a mulher passa a dispensar todos os que não se enquadram no que ela considera o ideal:

- Esse não tem os olhos azuis e não é loiro, tchau!

- Esse não é formado em nenhuma faculdade, tchau!

- Eu não caio na lábia de qualquer Zé Mané! (Ah, tá).

- Esse não tem isso, esse não tem aquilo....

E ficam atrás de uma perfeição inexistente e enquanto isso o tempo vai passando e o cara "perfeito" nunca chega.Então mesmo estando lá no topo, vão apodrecendo por dentro.Eis que no caminho vem passando um malandro que, sem nada melhor pra fazer, sobe na árvore e... ops, lá vai uma das melhores maçãs pras mãos do safado.Natural, acontece com todas nós vez ou outra.Então de que adiantou TANTO critério?De nada!Absolutamente nada!

Se você está no topo da macieira ou lá caída no chão, tanto faz!A questão é se aquele que passar vai te transformar no melhor que você pode ser. É abrir os olhos, os ouvidos, o coração e a mente.

No meu caso, numa fase meio "lá no chão", apareceu um que soube tirar coisas boas que eu tinha a oferecer, ficou um ano tentando me convencer de que daria certo, me transformou em uma rainha.E numa fase "lá no topo", apareceu outro que me convenceu super rápido, virou um sapão rapidinho e eu, por consequência, virei uma bruxa.

Tá bom assim pra vocês?

É a vida, minha gente...

»Início

domingo, 12 de julho de 2009

Que há dias em que nada parece fazer sentido

Um domingo frio de inverno antecedido por um sábado chuvoso e cinza...E ai parece que o humor acompanha essa melancolia.Dia de pensamentos profundos e questionamentos tantos.Dia de arrependimentos desnecessários, uma vez que o já foi vivido não volta atrás e não há muito o que se possa fazer.Dia de saudades imensas e vazio na alma deixado por pessoas e momentos insubstituíveis.Dia de incompreensão dos desígnios do destino.Dia de ansiedade pelo futuro que parece tão distante mas que na verdade já começa amanhã.

Enfim, é um domingo e nunca gostei muito de domingos.

Só não é tudo tão ruim porque amanhã (já é o futuro) começa uma nova semana e sempre há uma esperança de que tudo se faça mais fácil, mais claro e mais feliz!

»Início

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Que a felicidade é mesmo feita de pequenos momentos...

Pequenos gestos, um olhar, um sorriso, um sorvete de limão no sol escaldante do verão, um chocolate quente numa tarde de inverno, a primeira flor no jardim no início da primavera... Tantas e tão pequenas coisas são capazes de nos fazer felizes!

Por vezes um telefonema de uma pessoa querida de quem não tínhamos notícias há muito, surte o mesmo efeito. Aquela boca banguela dos nossos pequenos rebentos falando “mamãe ou papai”. Gestos, pequenos, sutis e enormes em significado.

Claro que uma promoção no trabalho, a compra da casa, do carro, uma formatura, enfim, os grandes projetos de vida também nos fazem felizes. Tem gosto de conquista de recompensa justa pelo sacrifício aplicado. Mas há inúmeras coisas incomensuráveis que nos fazem bem, muito bem!

Ver a felicidade dos nossos amigos e fazer parte dela também contribui para a nossa própria felicidade. Não voltar para o trabalho, após o almoço, numa terça à tarde e ir ao cinema assistir a uma comédia romântica com a sua melhor amiga e depois comprar umas “coisinhas” no shopping. Passar o domingo inteiro, de pijamas, assistindo uma temporada inteira de Lost ou de 24 horas é bom também!Ligar o rádio do carro de manhã e a primeira música ser a sua favorita, tem coisa melhor?

>Aguardar ansiosamente por “aquele” encontro, cuidar de cada detalhe e ter uma noite maravilhosa ao lado de uma pessoa especial... Isso, com certeza, não tem preço!Não há Máster Card® que pague!

Fúteis ou não o que importa é se permitir esses pequenos prazeres, viver esses pequenos momentos e tratar de ser feliz, afinal a vida é curta e de momento em momento vamos vivendo e usando as lembranças boas para suportar as horas ruins!

É o que eu penso!

»Início

terça-feira, 16 de junho de 2009

Que Caiu na rede....

Para onde vão as informações que você passa para os buscadores?

VINÍCIUS CHEROBINO | Para o UOL Tecnologia

Eles conhecem você profundamente. Os seus amigos, a sua família, os seus hábitos de leitura, a sua orientação sexual e seu histórico médico. Eles conhecem seu endereço real e podem, ainda, saber o local que você está neste exato momento apenas monitorando o endereço virtual do seu computador (conhecido como IP).

Quem são eles? As empresas de buscas da internet. Google, Yahoo e Microsoft captam, armazenam e usam informações sobre os seus usuários como as palavras pesquisadas por você, a data e hora das buscas, o tipo do navegador e do sistema operacional, o idioma buscado e o seu endereço IP.

Além das buscas, estas empresas também oferecem serviços que vão de e-mail, a localização de endereços e mapas, redes sociais como o Orkut e o Facebook, entre muitos outros. E para cada um desses serviços, mais e mais dados são coletados e combinados para chegar a quem você é. E isso pode ser utilizado da maneira que eles quiserem.

"Os buscadores sabem um bom bocado sobre os seus usuários", resume Rebecca Jeschke, diretora de relações com a mídia da Electronic Frontier Foundation (EFF), organização de defesa à privacidade.

"Se estas empresas revelarem esses dados de alguma maneira, acidentalmente ou por demanda de processo legal, os usuários podem ser muito prejudicados", completa. A EFF pressiona o governo nos Estados Unidos por leis que controlem o tipo de dados e o tempo pelo qual essas informações são armazenadas.

No Brasil, no entanto, não existe nem organização dedicada a esse tema e ou regulamentação do governo, afirma Thiago Tavares, presidente da Safer.net, organização de defesa dos direitos humanos na internet que ficou conhecida por combater a pedofilia no Orkut.

Segundo ele, não há nenhum limite no país para captar, armazenar e, pior, negociar os dados de usuários com outras empresas. "Vemos a deterioração do direito à privacidade com rapidez. A coleta de mais e mais dados dos cidadãos acontece sem nenhum controle no Brasil, não há lei que regule", alerta.

Os buscadores garantem que não extrapolam o limite da privacidade. Alexandre Hohagen, diretor geral do Google América Latina, afirma que a privacidade é a principal preocupação na Google antes dos lançamentos de serviços. "Existe uma linha clara que separa a monetização e a privacidade. Posso garantir que todos os nossos serviços entregam o que o usuário quer sem invadir a privacidade", diz.

Para onde vão as informações?

  • Dados da web usados na vida real
  • Sabe calcular os riscos da busca?
  • Modos de proteger a privacidade
  • »Início

    domingo, 7 de junho de 2009

    Que hoje é dia de saudade

    Por que afinal sentimos saudade? É um sentimento tão complexo que em alguns idiomas sequer existe uma palavra para denominá-lo. Resumidamente é o sentimento de falta. A falta de alguém que esteve e que hoje já não está em nossas vidas. A falta do que nós fomos e hoje já não somos. A falta de uma alegria que tivemos e hoje já não temos, ou temos de forma diferente. Na verdade sentimos saudade até de coisas que sequer tivemos, mas que um dia sonhamos ter e que com o passar do tempo não sonhamos mais.

    Saudade da infância, dos amigos do colégio, da faculdade. Saudade de um lugar, de uma pessoa, de uma sensação. Saudade de um estado de espírito, de um sorriso, de uma gargalhada, de um olhar. Saudade de um beijo, de um toque, de um abraço. Saudade do tom de uma voz, de um gesto de carinho de um tempo que não volta. Sentir saudade nem sempre é ruim, de uma certa forma é um resgate.Sentir saudade de alguém, ou de alguma coisa, é uma forma de estar perto de novo, de relembrar.Saudade nem sempre dói, por vezes acalanta.

    E porque estou falando de saudade?Porque eu poderia falar de qualquer outra coisa, mas hoje é domingo e eu gosto de sentir saudade no domingo.

    »Início

    segunda-feira, 1 de junho de 2009

    Que o dia dos namorados está chegando!

    Tudo bem, mais uma data extremamente comercial e inspirada em modismo americano e blá,blá,bla.Mas qual não é mesmo?Natal, dia das mães, dias dos pais, enfim é tudo para alavancar vendas do comércio, mas tomamos gosto pela coisa e não dá para se isolar e deixar passar em branco.

    Sendo assim, se você tem alguém especial em sua vida que mereça ser homenageado, aproveite a oportunidade e o clima da data para dar aquele “up” na relação.Nada de se esconder atrás da crise para inventar desculpas esfarrapadas. Seja criativo, atencioso, generoso,audacioso e principalmente carinhoso nas escolhas.

    Tem um monte de blogs e sites por ai já divulgando listas das mais variadas sugestões. Se você é do tipo preguiçoso não deixa de ser uma boa opção. Mas se você prefere ser lembrado pelo gesto único e pela surpresa, é melhor começar com antecedência a planejar tudo.

    O seu par, com certeza, já te deu milhares de pequenas dicas às quais você deveria ter prestado atenção para ter opções na hora da escolha. Caso tenha passado batido, você vai ter que se dedicar um pouco mais. O importante é não cair no lugar comum e comprar flores, pelúcias, chocolates ou qualquer outro badulaque sem importância e que não tem nada de exclusivo ou especial para arrancar suspiros de contentamento na pessoa amada.

    O impacto que o presente vai causar nada tem a ver com o valor e sim com a dedicação e carinho necessários para uma escolha acertada. Pense no outro, naquilo que lhe dá prazer, nos seus hábitos e gostos. O presente não é para você e sim para o outro, então o que vale são as expectativas dele (a) e não as suas.Claro que um kit que inclua “brinquedinhos” que possam ser desfrutados a dois após um jantar romântico complementam, e muito bem, a coisa toda, mas deve ser apenas um dos itens e não o único, ok?

    O presente não é tudo, cada casal tem sua história, seus lugares, suas músicas e suas particularidades. Tire partido disso para tornar a data especial e única. Escolha bem o restaurante, o motel (ou hotel se preferir), planeje uma pequena viagem, enfeite a casa com flores e velas, vista-se bem, use um bom perfume, uma linda lingerie .As opções são muitas, para todos os gostos e bolsos.Apenas faça tudo com capricho e dedicação que o resultado tem tudo para ser perfeito!

    As dicas servem tanto para “os meninos”, quanto para “as meninas”, pois cada um tem que dar sua parcela de colaboração para que o dia seja mágico para os dois.

    »Início

    sexta-feira, 29 de maio de 2009

    Que devemos dar à César o que é de César!

    Muitos dos sofrimentos da vida estão relacionados à mal entendidos. Isso é fato!E muitas vezes esse mal entendido está dentro de nós mesmos.

    Sempre ouço minhas amigas reclamarem ou leio por ai que está cada vez mais difícil ter um bom relacionamento, que os homens estão cada vez mais cafajestes e a que as mulheres ou são belas adormecidas a procura dos seus príncipes ou piriguetes devoradoras de homens. Dá para ficar aqui no mínimo 500 páginas discutindo o porquê de as coisas terem chegado nesse ponto, mas para não cansar a beleza de ninguém, nem a minha, vou colocar o que eu penso: Acredito que tudo é uma questão de se posicionar corretamente quanto ao que se quer. Simples assim!

    Se a intenção é levar a cabo “ficadas” sem importância hora com um, hora com outro ou até com uma única pessoa, mas sem compromisso, é preciso que isso fique bem claro para ambas as partes.Óbvio que isso não é simples, claro que as mulheres em sua grande maioria ainda caem na cilada de se apaixonar e esquecer que começaram o relacionamento para curtir e no meio do caminho resolvem mudar a coisa toda e isso só pode mesmo terminar mal.Claro que também existem milhares de cafajestes disfarçados de príncipes encantados que se usam de todo o charme e "fofurice" até conseguir levar a mulher para a cama e ai tiram a capa de bom moço e a coisa desanda também.Mas na grande maioria das vezes o que rola é uma ilusão quanto aos finalmentes, uma vez que se ignorou os entretantos...

    Vou tentar explicar isso melhor fazendo uma analogia com uma estratégia de Marketing (consciente que muita gente vai achar “tosco” comparar pessoas e sentimentos com produtos e mercado. Paciência, não dá para agradar a todos mesmo!). Quando temos um produto para lançar no mercado uma das primeiras providências é definir qual o posicionamento que esse produto terá, qual será o público alvo e dessa forma define-se as demais estratégias como preço, embalagem, abordagem, divulgação e ponto de venda. Não adianta lançar um sabonete com nome francês e custo de R$ 20,00 a unidade para a classe “C”, certo?Muito bem, entendido isso posso dizer que se a intenção é casar e ter lindos filhos não dá para sair por ai dando mais que banana na serra.Nenhum homem que se preze vai levar a sério uma mulher que não se valoriza e nenhuma mulher que se valoriza vai levar a sério um cafajeste típico.Alguns entendidos de Marketing irão questionar porque não abordei o “Reposicionamento de Marca”.Que consiste em replanejamento e reestruturação do produto para atingir um mercado diferente do inicial ou mais de um mercado em potencial.A resposta é bem simples:Porque isso não é para qualquer um!O investimento é alto e o resultado é, muitas vezes, a longo prazo!

    Trazendo para a nossa analogia inicial, é muito complicado mudar uma primeira impressão e, a menos que se mude de cidade, as pessoas vão se lembrar de como foi o seu comportamento anterior e sempre vão se questionar quanto ao fato de a mudança de atitude ser ou não verdadeira.Longe de mim querer ser moralista, puritana ou qualquer coisa assim.Acho que cada um sabe o que faz da própria vida e a decisão de ter ou não determinado comportamento é de cada um.O que não vale é agir sem pensar nas conseqüências e depois ficar se lamentando.

    »Início

    terça-feira, 19 de maio de 2009

    Considerações femininas – parte 1

    A idéia central desse blog é a liberdade de expressão. Quando o idealizamos, Manoela e eu, achamos que seria a forma ideal de condensar e porque não compartilhar todas as bobagens que falamos pelo msn. Seguindo essa linha o assunto de hoje é um pouco atrevido, mas bastante controverso e recorrente entre as mulheres. Lembrando que temos a ciência de que determinados assuntos, ao serem abordados, despertam preconceito. Ainda assim vamos em frente, fieis ao propósito do nosso espaço:

    É verdade que todo cara que beija bem é bom de cama?É verdade que se ele beija muuuuito bem o sexo oral também vai ser “coisa de louco”?

    Não acredito que quando o assunto é sexo podemos trabalhar com regras rígidas, mas posso falar das minhas próprias experiências. Sendo assim a resposta é afirmativa para ambas as perguntas com algumas ressalvas, claro! Eu explico:

    Se durante o beijo já rola aquela falta de ar e aquela tremedeira nas pernas, prepare-se. Via de regra quando vocês forem para a cama a coisa vai rolar muito bem. Claro que nem sempre a primeira vez é fenomenal, afinal sexo além de tudo é cumplicidade e isso não vai rolar logo na primeira transa. Mas da segunda para frente a tendência é ser cada vez melhor. Agora se além da falta de ar e da tremedeira nas pernas o beijo do cara te deixar desnorteada, você tirou a sorte grande!Com quase 100% de chance de estar acertando posso garantir que além da coisa rolar muito bem, ele provavelmente vai te proporcionar um sexo oral inesquecível!

    Estou falando alguma novidade?Acho que não!Mas como eu disse lá em cima pode haver exceções. Já me aconteceu de o beijo do sujeito não ser uma Brastemp® e ainda assim a transa ser boa, não ótima, mas boa!Assim como já me aconteceu de o sujeito ter um desses beijos avassaladores e na hora H ele ser egoísta e sem noção de que sexo é troca e ai não tem nem o que dizer, foi péssimo!

    O assunto é longo e as possibilidades são muitas. O importante é que cada um aprenda a reconhecer os sinais do próprio corpo e que saiba dar e receber prazer sem neuras! Pronto, falei!

    »Início

    terça-feira, 12 de maio de 2009

    Que as pessoas ainda se casam, ainda bem!

    Gosto de pensar que por mais que alguns apostem no contrário, ainda tem aqueles que acreditam no casamento. Afinal isso significa que o ser humano ainda acredita no amor. Ainda é capaz de se imaginar dividindo suas alegrias e tristezas com um único ser,aquele que foi eleito pelo coração.

    Calma, não é um ataque súbito de romantismo. E mesmo que fosse não tenho absolutamente nada contra os românticos. Mas a questão que quero discutir não é essa. É a instituição em si. Há estatísticas que comprovam que ao passo que o número de divórcios cresce anualmente, o número de casamentos não diminui.

    Óbvio que também não está no casamento a única forma de se viver o amor. Mas, como dentro de pouco mais de dois meses minha amiga Ana vai se casar, não podia deixar de escrever a respeito.

    Acompanho de perto o nervosismo dela com a proximidade da data.E conheço seus sonhos e sua certeza de que escolheu a pessoa certa para passar a vida, ter filhos e ser feliz!

    Eu já me casei duas vezes. O meu primeiro casamento aconteceu quando eu era ainda muito jovem e foi um quase erro. Digo quase porque me rendeu como fruto um filho lindo que amo de paixão. Mas durou apenas cinco anos e terminou de forma catastrófica. No segundo eu já estava mais madura e mais preparada para entender que a convivência diária requer alguns sacrifícios e que se não for assim não dura mesmo. Durou nove anos. E posso dizer que fui muito feliz!Acabou quando o amor deixou de existir e tivemos muita maturidade para nos separarmos na hora certa. O resultado é que somos bons amigos agora, sem mágoas. Pois é, estou dizendo sim que o amor acaba e que como tudo na vida, tem prazo de validade. Claro que há aquelas exceções de casais que passam cinqüenta anos juntos e juram até o fim que se amam. Há também, e não são poucos, aqueles que se acomodam e deixam o tempo passar levando um casamento morno e sem emoção apenas para não terem que se separar e começar tudo de novo.

    Quem se casa sabe que pode não ser para sempre. Mas ao consumarem o casamento pensam verdadeiramente que será. E ai é que está a beleza do amor: Ele nos dá coragem de arriscar, mesmo sabendo que corremos o risco de sermos infelizes. Ele faz o risco valer à pena, nos faz sonhar e acreditar que o sonho é possível.

    E é por acreditar no amor que desejo que minha amiga Ana esteja fazendo a coisa certa e que seja absurdamente feliz!Torço também para que se não der certo, ela nunca deixe de acreditar e de sonhar que o amor ainda é um dos mais preciosos sentimentos que temos dentro de nós. Que ela saiba que sozinhas também podemos ser felizes, mas nem por isso precisamos deixar de acreditar na união como uma forma deliciosa de felicidade!

    »Início

    quinta-feira, 7 de maio de 2009

    Que vou falar de música, ou não

    É a segunda vez que começo a escrever este post.Da primeira falava inicialmente que sou fã do Chico Buarque e blá,blá,blá.Realmente sou fã, é fato! Difícil uma mulher da minha geração que não seja. E não são só os belos olhos azuis, é principalmente a facilidade com que Chico se comunica com as almas femininas. Até aqui apenas informações e nenhuma novidade, eu sei. Na verdade a intenção que tive ao pensar nesse texto foi fazer uma analogia de uma das minhas músicas favoritas com o que vai, vem e virá em minh’alma.
    Falo da música “RODA VIVA”, pois me vejo cantarolando e pensando nesses versos muitas vezes.Longe de mim querer acrescentar qualquer coisa à essa bela letra, mas quem nunca se sentiu um dia como quem partiu ou morreu?Quem não sentiu um dia que o próprio destino escapa-lhe das mãos quando a vida insiste em tomar o próprio rumo?Quem nunca sentiu a roda gigante da vida,como um moinho, movimentando tudo ao seu redor sem saber direito que direção tomar?Quem nunca sentiu uma saudade apertando a garganta e a alma e a roda viva da vida carregando a saudade pra longe sem cerimônia?
    »Início

    domingo, 3 de maio de 2009

    Que nós mulheres somos estranhas, às vezes

    Quando se é criança é bem mais fácil conseguir um colinho. É só chorar, fazer beicinho e pronto!Tem sempre a mamãe, o papai ou um tio de plantão. Consegue-se o afago que nos acaricia, mima,protege.

    Na vida adulta o afago ganha conotações sensuais e vai perdendo a função básica do consolo. Isso é bom e ruim, se é que algo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo.

    A questão é que há dias em que um carinho descompromissado, aquele cafuné no cabelo, aquele abraço carinhoso vindo de um amigo, de um irmão ou de qualquer pessoa querida, curaria uma dor que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê (parafraseando o poeta), mas que dói e insiste em doer.

    Difícil para alguns, eu me incluo nisso, é admitir a necessidade de receber esse gesto.

    Observo que as mulheres ‘meiguinhas’, aquelas que assumem que são frágeis e até gostam disso, se beneficiam com a disponibilidade, principalmente dos homens, em satisfazer suas mínimas necessidades sem muitos questionamentos porque senão a ‘meiguinha’ se debulha em lágrimas. Acho até que essas criaturas são muito mais espertas do que parecem, porque pelo menos atenção elas conseguem sempre!Claro que não estou concordando com esse tipo de comportamento, pelo amor dos deuses!E nem estou dizendo que estou no ápice da carência, precisando de uma migalha dormida do seu pão e que raspas e restos me interessam (parafraseando outro poeta). O que estou querendo dizer é que nem sempre quando se está carente se está com falta de sexo, ou se achando um lixo com a auto-estima no dedão do pé, a caça de um lexotan®. Às vezes essa carência é pura e simplesmente a falta desse afago que aquece a alma.

    Será que me fiz entender?

    »Início

    domingo, 26 de abril de 2009

    Que preciso contar como tudo terminou

    Todos esses ingredientes descritos no texto “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite” fazem pensar que essa é uma história que tinha tudo para ser no mínimo interessante, certo? Errado! Apesar do bom começo, apesar das inúmeras coincidências existentes entre Júlio e Camila, apesar dos bons momentos passados juntos, apesar da boa companhia que um foi pro outro e principalmente apesar da química quase palpável que existiu entre eles, essa história desandou e desandou muito!

    Os motivos não serão aqui descritos, mas a lição aprendida por Camila foi que nem sempre nossas atitudes são entendidas como deveriam e quando isso acontece não há o que se possa fazer para mudar a reação do outro, principalmente quando o outro não tem maturidade para lidar com pequenas decepções. Camila se lembrou também de algo que já sabia: Que para haver entendimento é necessário, acima de tudo, haver vontade de ambas as partes.

    Júlio é uma pessoa muito especial e desde o começo Camila desejou que ele fosse um grande amigo, independente de qualquer coisa que viesse a acontecer entre eles. Se isso vai ser possível, só o tempo vai dizer. Por enquanto o afastamento quase absoluto deixou em Camila a sensação de que tudo não passou de um grande equívoco.

    »Início

    Que todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite

    Camila se preparava para sair com Júlio, um novo amigo feito pela coincidência e pelo acaso das coisas da vida. Feito também pela ousadia de Julio que usou de meios, digamos, pouco ortodoxos para fazer o primeiro contato.

    Enquanto Camila fazia a difícil escolha do que vestir ficava pensando em como ele estaria vestido e lembrava-se do seu sorriso largo e fácil.Optou por algo básico que no final se mostrou bastante eficaz pela variedade que a noite ofereceu.

    Júlio estava atrasado, já era a segunda vez que isso acontecia e Camila achava isso muito engraçado, pois tinha consciência que ele estaria irritado por isso. Bobagem... Naquela noite eles teriam todo o tempo do mundo. Julio chega, trajando uma roupa discreta e de bom gosto... Ele é do tipo que se preocupa com os pequenos detalhes, coisas pequenas como a cor das meias que estão de acordo com os sapatos. Camila (que também é atenta a detalhes) gosta do que vê e diverte-se ao saber o motivo do pequeno atraso. Júlio conta que houve um contra-tempo ao abastecer o carro e arranca risos de Camila com sua preocupação com seus sapatos, caso os mesmos fossem encharcados de gasolina.

    Seguiram rumo a um barzinho bastante charmoso em Moema. A conversa corre fácil, a companhia de Júlio é uma agradável surpresa para Camila. Os olhares se intensificam e os beijos inevitavelmente se tornam mais longos e menos sutis, os dois, enfim, entregam-se a uma exploração maior.

    Julio tinha um aniversário para ir e convidou Camila à acompanhá-lo.Camila se sentiu constrangida em ser inserida no círculo de amizade de Julio tão precocemente.Mas Julio comentou que tratava-se de uma pessoa que não conhecia muito pessoalmente, mas que era importante que ele fosse.Mas tranqüila, e animada com a perspectiva de dançarem juntos, Camila embarcou no que seria a grande aventura da noite.

    O lugar ficava no centro de São Paulo, local de difícil acesso para dois perdidos como ela e Júlio... Ela ficou pensando em seu GPS no porta-luvas do seu carro e desejou que ele se materializasse ali naquele momento, mas o carro era o de Júlio e nada poderia salvá-los dos caminhos pouco lúdicos que tiveram que enfrentar. Mas Júlio é daqueles homens que param para pedir informação (Acredita nisso?), e três taxistas depois lá estavam eles estacionados na porta do tal local.

    Cumprimentaram a aniversariante e depois de uma breve conversa subiram para a pista de dança levando duas generosas doses de Jack Daniel’s .O lugar parecia mais com um forno gigante e lotado do que com uma pista de dança.Desistiram.Tentaram de novo, agora com a pista já mais vazia e com a possibilidade de ficarem mais próximos a mesa de som onde estava mais fresco.

    A dança foi marcada pela exploração de seus corpos e de suas bocas. O ritmo dado pela curiosidade e necessidade de aproximação que movia ambos. Um quase culto de um ao corpo do outro. Talvez tenha sido essa a razão de ganharem um DVD do DJ que os rotulou pela primeira vez de “casal”. Camila achou graça no fato.

    Era hora de uma pausa para um cigarro (ambos fumam, infelizmente) e como tudo parecia irreal naquela noite ,os isqueiros não acendiam... Estupefatos, constataram que não havia oxigênio suficiente para se dar a combustão!Bizarro??Lógico!Dessa forma explicava-se a falta de ar que ambos sentiram durante um dos longos beijos...

    Exaustos resolveram tomar o rumo de casa e Camila se lembrou que teriam que enfrentar novamente os desacertos do caminho e agora a madrugada já ia longe. Camila é meio encanada com essa coisa de segurança e se sentiu muito assustada ao se deparar com os meandros assustadoramente sombrios da madrugada na região central de SP. Julio oferece sua mão como consolo e Camila, agradecida, a aperta a cada momento de maior tensão.

    Finalmente, se acham no caminho certo e seguem mais relaxados. Mas haveria ainda surpresas pelo caminho. Uma Blitz policial daquelas com bafômetro e tudo ainda estava por vir. Ao se depararem com a cena os dois se lembraram que Júlio ainda tinha em seu corpo os efeitos da generosa dose de Jack. Pânico!Camila procura relaxar o corpo para que o policial, que se aproximava cada vez mais ,não reparasse em sua tensão. Julio, mais controlado e dono de si (a frieza masculina nessas horas é muito bem vinda), abre o vidro do carro. O policial faz sinal para o carro da frente passar e a expectativa se passariam ou não durou segundos intermináveis.Passaram!Alívio geral. Agora parece que finalmente vão poder seguir o caminho para casa sem mais sobressaltos. Para comemorar resolvem que um café no mesmo local onde se conheceram seria muito bem vindo. Resolvem isso assim, juntos de comum acordo, falando-se com os olhos, como se a vida inteira tivesse sido assim. Mistérios de uma relação tão nova. Camila pensa nisso e sorri, sem procurar muita explicação. No caminho para o café, já quase chegando, a segunda surpresa do percurso: Por mais improvável que pareça em uma grande e conhecida avenida da zona sul, passa uma comitiva de cavaleiros montados em seus valentes ginetes com os cascos ecoando no asfalto!!!Mais surreal que isso é impossível e só restam os risos para mais inusitada cena!

    O Café foi tomado quase às quatro horas da manhã com a benção do garçom que ajudou na aproximação dos dois e que se sente o verdadeiro cupido da história. Despedem-se na portaria do prédio de Camila com os intermináveis e provocantes beijos. A noite chegava ao fim. E não podia ter sido melhor, pois guardava em si a possibilidade da próxima vez... Camila dorme embalada por um sonho... (Mas isso já é uma outra história!).

    »Início

    quarta-feira, 22 de abril de 2009

    Que meu ouvido não é "pinico"!

    Há que se respeitar as diferenças. Sejam elas sociais, culturais, econômicas ou étnicas. Costumes, gostos e crenças se todos cultivassem os mesmos o mundo ia ser muito sem graça. A beleza está na diversidade. A questão é que o limite do respeito de qualquer diferença reside na linha tênue onde termina o direito de um e começa o direito do outro, certo?Por isso que a convivência civilizada em sociedade é tão complicada. Você pode fazer exatamente o que te der na veneta, desde que não perturbe a existência de ninguém. Portanto se você é daqueles que adoram ouvir música no último volume, por exemplo, você tem algumas opções, a saber:

    1- Mude-se para Marte, e lá ouça o que te faz feliz na altura que suportar.

    2- Compre uma cabine hermeticamente fechada, instale nela toda a sua parafernália sonora e passe lá suas horas insanas de prazer musical.

    3- Transforme sua casa, seu carro e a churrasqueira do seu prédio, onde costuma fazer seus sonoros churrascos, em um estúdio com o que há de mais moderno em isolamento acústico e não se esqueça de convidar os amigos que partilham do mesmo hobby para dividir com você tão precioso espaço.

    4- E por último, mas não menos aconselhável, leve seu equipamento de som para umas férias na Faixa de Gaza, com passagem só de ida, onde com certeza seu barulhinho não vai perturbar tanto assim.

    Vejam que não estou nem questionando o gosto musical, mesmo porque nunca ouvi Mozart, Beehtoven ou qualquer coisa que valha a pena em uma altura acima de 85 decibéis (limite estabelecido pela lei do silêncio) vindo da casa, do carro ou da churrasqueira de ninguém. Estou apenas pedindo que respeitem meu sagrado direito de ouvir o que eu quiser e não o que me obrigam a ouvir. Será que estou pedindo muito?

    »Início

    terça-feira, 14 de abril de 2009

    Que não pensar em nada cansa mais do que pensar em tudo!

    Hoje acordei exausta da noite mal dormida, reflexo de um tratamento de canal em um de meus dentes. Uma preguiça imensa me invadiu. Não apenas uma preguiça do corpo, estranhamente invadiu-me também uma preguiça da mente. Queria fazer uma greve intelectual. Dediquei-me bravamente e durante vários minutos, ali deitada ainda, a tentar esvaziar minha mente de tantos e cansativos pensamentos matutinos. Quais são meus compromissos hoje?Não quero me lembrar de nenhum, preciso parar de pensar pelo menos por alguns minutos. Nossa, será que meu filho se lembrou de levar o trabalho de geografia para o colégio?Ai, não quero pensar nisso agora!Quero deixar um imenso e azul vazio entrar pelos meus olhos e invadir meus neurônios, só um pouco, por favor... Gente, preciso me lembrar de devolver o CD que peguei emprestado da Bia semana passada, a essa altura ela já deve estar pensado que não o farei mais.Ah, penso nisso depois também.De novo, o vazio imenso tomando conta dos espaços outrora ocupados com tantos pensamentos.Outro dia alguém citou Neruda em uma conversa, li “Cem Sonetos de Amor” faz tanto tempo, embora me lembre com clareza das quatro partes:Manhã, meio-dia, tarde e noite.Qual foi a última vez que vi esse livro aqui em casa?Será que o emprestei à alguém?Vamos, deixa isso pra depois, cadê o vazio azul?Vamos tentar de novo.Que dia é hoje?Terça?Amanhã é o aniversário do Tony, meu amigo tão querido que anda tão abatido com os problemas de saúde de dona Valéria.Como deve ser difícil estar com a mãe assim, tão debilitada.Justo o Tony, filho tão apegado.Ai Tony desculpa, mas não quero pensar nisso também não!Vou mudar o tom desse vazio para ver se ajuda, acho que verde talvez me acalme e torne isso mais fácil. Verde, cor da esperança, simbolicamente... Nossa e por falar em esperança, e essa decisão do Obama de suspender as limitações para remessas de dinheiro e a proibição de que empresas americanas de telecomunicações atuassem em Cuba?Que será que vai dar isso?Quando será que vai ser permitido aos cubanos abrirem os olhos para o resto do mundo?É, acho que verde foi bem pior, não deu certo também. Que horas são?Acho que já passei tempo demais aqui tentando não pensar em nada e ainda nem comprei o presente do Tony. Vou aproveitar o almoço com a Silvinha para pedir uma ajuda, ela conhece melhor os gostos do Tony, eles quase se casaram. E então ele conheceu a Márcia, se apaixonou e casou em seis meses. A Silvinha quase morreu de desgosto. Ainda bem que eles conseguiram ficar amigos. Como o tempo passa! Isso já tem 12 anos!Olha, me lembrei que meu vestido de madrinha no casamento deles era vinho, tão lindo, de veludo. Como fazia frio naquele dia, Deus me livre!Vamos ver se eu imaginando o vazio cor de vinho funciona. Um rio de vinho invadindo minha mente e me embriagando os sentidos, assim vou relaxando e deixando de pensar...Mas por falar em vinho, como era mesmo o negócio da temperatura correta para consumir cada tipo? Era uma escala: Espumante, branco, rosé e tinto (6°-8°,10°-12°,13°-14° e 16°).Será que era isso? Preciso me lembrar de perguntar de novo para o Cláudio e anotar.Qualquer hora preciso mesmo é tomar vergonha e fazer um cursinho básico. Sempre penso nisso quando vou comprar vinhos, mas sempre tem um sommelier de plantão e assim vou levando. Acho que vou me levantar. Essa coisa de não pensar ta me cansando muito e depois de imaginar essas cores todas me veio a inspiração para aquela cor que quero colocar na parede da minha sala.
    »Início

    segunda-feira, 13 de abril de 2009

    Que hoje é o dia do beijo, e eu que nem sabia que esse dia existia...

    Mas sendo assim, o que tenho a dizer é que tai uma coisa que merece um dia inteiro de homenagem!Eita coisa boa é beijar! Claro que me lembro do meu primeiro beijo, claro que me lembro do último e claro que tem diversos outros que ocorreram entre esse e aquele que merecem menção honrosa! Mas aproveitando o dia inteiro dedicado ao beijo, vou entrar na dança e lançar aqui algumas sugestões: Beije, beije muito!Não faça guerra, beije.Não brigue com seu visinho, beije!Não brigue no trânsito, beije! Beije sempre, beije muito e lembre-se que faz bem para pele, queima calorias, aquece o corpo, a alma, acelera o coração, por vezes dá tremedeira nas pernas, tira o fôlego e o melhor de tudo: É com um bom e bem dado beijo que se começa tudo, que se mede (pela química que rolar) o que pode ser o sexo, que também é muito, muito bom para a saúde! E tenho dito!!! Beijo à todos!!!!!
    »Início

    segunda-feira, 6 de abril de 2009

    Que há que se amadurecer emocionalmente também!

    Porque será que um número tão grande de mulheres faz do relacionamento amoroso a prioridade zero de suas vidas? Há mulheres que preferem ficar com verdadeiros trastes a ficar sozinha e serem felizes assim. É como se fossem incompletas e insuficientes sem um homem ao seu lado. Acredito que isso seja uma carência enorme, acompanhada de uma falta de auto-conhecimento e uma dose cavalar de cultura machista ainda enrustida em seus subconscientes (conscientes).Explico:
    É chover no molhado falar da luta da mulher para ser respeitada, aceita e ter direitos iguais aos homens nas últimas décadas. Claro que ainda há muito a conquistar, mas convenhamos que já caminhamos muito e temos uma condição bem favorável nos dias de hoje.A tão sonhada conquista de um lugar ao sol é plenamente vivida por muitas de nós.Profissionais cada vez mais competentes e respeitadas ocupam cargos cada vez mais altos nas empresas.São poucas ainda, sim é verdade!Mas já é um sinal de que no futuro a tendência de melhora é bem positiva. Há um amadurecimento evidente na relação da mulher com o mercado de trabalho. No plano familiar já temos muitas de nós ganhando mais que os maridos e outras que na ausência destes se viram bastante bem levando sozinhas a responsabilidade de seus lares de forma bastante digna. Mas a verdade nua e crua é que nada disso parece ser bom o bastante sem ter que ser compartilhado com um homem, para muitas mulheres. Sentem-se vazias, ocas, mancas e perdidas se estiverem sós. Ainda carregam em si a raiz cultural da família perfeita com papai, mamãe e filinhos, por mais que esse modelo se mostre desgastado. Não estou aqui dizendo que esse modelo seja bom ou ruim.Nem quero decretar oficialmente o fim da família, longe de mim.Aos que conseguem dispenso todo o meu respeito e admiração!O que pretendo discutir são as mulheres que mesmo infelizes, insistem em manter relações vampirescas apenas para não ficarem sós. Preferem se condenar a uma vida infeliz, acompanhadas, do que tentarem algo melhor sozinhas. Se conquistamos tanto no campo material, me parece óbvio que precisamos conquistar a estabilidade emocional em igual proporção. Há vida inteligente fora do casamento, fora de uma relação morta mantida apenas por conveniência e comodismo!É possível ser mãe, profissional bem sucedida e mulher bem resolvida sem medo de ser feliz!Namorar e beijar na boca é tudo de bom!Mas se jogar em relações pobres e destrutivas apenas para estar acompanhada é o ápice da carência e do desequilíbrio emocional. A busca de um par ideal é saudável e comum no mundo animal. Já no mundo animal racional, saudável é respeitar a si mesmo e viver de forma digna e feliz. Será que dispensar tanta energia em prol de um relacionamento é garantia dessa felicidade?
    »Início

    quinta-feira, 2 de abril de 2009

    Que do improvável nascem grandes teorias

    Bianca nunca foi de grandes porres, mas teve lá seus tropeços. Por vezes teve desilusões amorosas, um stress absurdo precisando ser exorcizado, uma amiga que mora fora e vem só de vez em quando e ai rola aquele happy para por todos os assuntos em dia, enfim coisas da vida que fazem com que a pessoa passe um pouquinho da conta na bebida. Normal! Uma das situações mais bizarras me foi contada um dia desses em uma daquelas tardes impagáveis em que passamos horas tomando café e falando de coisa nenhuma e de tudo ao mesmo tempo:
    Bianca tem uma grande amiga que mora no interior e nesse fatídico dia um happy, para recebê-la, com os amigos em comum foi arquitetado e levado a cabo no bar preferido da turma. As duas não se viam há muito tempo e os assuntos eram muitos e os mais diversos. Tudo regado ao mais maravilhoso chopp de São Paulo. Chopp não é a bebida preferida de Bianca, mas ainda assim ela estava feliz por estar com a amiga querida e foi tomando um atrás do outro.Lá pelas tantas a galera resolveu dar uma esticada para dançar.Bianca (que ainda não mencionei, mas era casada na ocasião) achou mais prudente ir para casa, embora seu estado já não permitisse decisões de grande monta.O ato mais irresponsável da noite foi ter ido dirigindo,mas como ao que parece o anjo da guarda dos bêbados não dorme nunca, ela chegou sã e salva, pelo menos até a garagem do prédio onde mora.Mas foi só até ai que tudo correu razoavelmente bem, porque depois a lambança foi decretada!Bianca não conseguia estacionar o carro.Foi salva pelo segurança da garagem (ai que vergonha) que teve que fazê-lo para o bem dos proprietários inocentes dos demais veículos.Bianca não conseguia achar a chave de casa, então achou muito normal derrubar todo o conteúdo da sua bolsa sobre a mesa do porteiro (ai que vergonha de novo) e no meio de toda aquela bugiganga achar a chave e subir com ela, e apenas com ela para casa.Abrir a porta foi uma aventura que durou muitos minutos.Entrar e ver o marido no sofá com aquela cara de “isso são horas?” foi um detalhe que precisou ser ignorado dada a total falta de condições de dar explicações.A solução foi seguir direto para o banheiro e apelar para um banho frio.Mas precisava ser de roupa e tudo?Era inverno... Estamos falando de calça, casaco, cachecol, botas!Bianca demorou horas para conseguir tirar tudo isso depois de molhado. Ao sair do banheiro o marido já dormia, ou pelo menos fingia. Menos mal!Dormir era mesmo o melhor a fazer. No dia seguinte Bianca não conseguia nem abrir os olhos sem achar que a bateria da Beija Flor havia resolvido ensaiar dentro da sua cabeça. Ressaca das grandes. Mas nada que um bom café forte e um banho não pudessem amenizar. Mas como nada nessa vida é assim tão simples Bianca não conseguia entender porque suas roupas e aquela bota caríssima que ela tinha usado pela primeira vez na noite passada estavam encharcadas dentro do box do banheiro.O pior veio logo em seguida, Bianca não conseguia achar sua bolsa!Meu Deus, cadê a minha bolsa?Era só nisso que Bianca pensava. Deve estar no carro!É isso!Carro?Eu não me lembro de ter vindo de carro!Bianca começou a entrar em pânico com a amnésia total que havia tomado conta do seu ser. Resolveu não continuar com essa agonia por mais tempo e descer até a garagem para ver se achava a bolsa. Corajosamente entrou no elevador. Ao chegar ao térreo um porteiro todo sem jeito e com sua bolsa em punho resolve dar o bom dia mais amarelo que Bianca já viu. Ao chegar na garagem e ver o carro tão bem estacionado, recebe um bom dia não menos amarelo de um segurança com a chave do seu carro na mão.Bianca resolveu não falar nada, resignada entrou no carro e foi trabalhar.Ao longo do dia foi se lembrando de todas as barbaridades cometidas na noite anterior.Para seu próprio bem achou melhor continuar fingindo que não se lembrava de nada e desenvolveu uma teoria que defende com afinco:”Se não me lembro é porque não fiz!”.
    »Início

    quarta-feira, 25 de março de 2009

    Que nós recomendamos

    Homens, com H maiúsculo, vivem crise emocional

    Claudio R S Pucci

    O que é ser homem nos tempos de hoje e qual o verdadeiro papel do masculino na sociedade moderna? Muita gente aí, de ambos os sexos diga-se de passagem, responderia que homem que é homem não questiona isso e dariam a questão por encerrada, mesmo porque é mais fácil fugir do assunto. O problema é que os tempos mudaram, as mulheres ganharam seu espaço e o homem deixou de ficar no papel de único provedor e autoridade máxima da casa. E o nó na cabeça está estabelecido.

    Calligaris não propõe conclusões (você as tira), mas o maior objetivo da peça é mostrar que ser homem é tão ou mais complicado que ser mulher, por mais que as moças saiam gritando por aí que nossa posição é confortável. As pressões de todos, especialmente da sociedade (você ouve "seja homem" a partir do momento que nasce), a caricatura do macho e até mesmo as referências culturais, que vão de Superman a Rocky Balboa, fazem com que o cidadão esteja eternamente descontente com sua própria virilidade.

    Os homens também lutam, inconscientemente, contra a rotina básica de vida (emprego, esposa e filhos), porque desde criança são cobrados para serem excepcionais, ou seja para serem mais do que realmente são. Até mesmo o lado sexual, incluindo a fama de promíscuo, vem carregado de senso de dever. Mais uma vez, de ser excepcional.

    Há uma crise de macho do ar

    Calligaris afirmou que o fato de há 40 anos discutir-se a complexidade feminina, mas muito pouco a masculina, o levou a bolar o texto para o palco do teatro. Para o psiquiatra e psicanalista Luiz Cushnir, especializado na psique do homem e da mulher, o tema é bastante pertinente e ilustra uma situação real de conflito emocional vivida pelo sexo masculino.

    Responsável pelo Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (IDEN) e o Gender Group no Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o médico realiza há 30 anos terapias em grupos, com homens e mulheres separadamente, e analisa a questão do gênero sexual no mundo moderno e a posição de cada um. De acordo com Cushnir, enquanto as moçoilas, para romper as amarras que a prendiam, basearam sua luta nos seus direitos, especialmente sócio-jurídicos (direito a voto, trabalho, condições iguais, etc.), a transformação masculina, que já foi pejorativamente chamada de revolução das cuecas, é no fundo uma batalha para conquistar direitos emocionais.

    Segundo o especialista, o homem moderno deve ser mais sensível, mas não cair na armadilha de ser feminino, teoria aliás já abordada na década de 70 pelo americano Robert Bly em seu livro Iron John: A Book about Men. "Deve abandonar o papel de machista-machão para encontrar sua masculinidade interior, ignorando o apelo social de que sensibilidade está apenas do lado feminino. E, à medida que esse homem consegue encontrar uma posição onde é forte, passa a pedir uma resposta feminina da mulher", explica. Ou seja, um homem completo vai buscar uma mulher completa ou ajudar uma mulher a achar seu feminino.

    Muita gente reclama hoje que as mocinhas estão duras e masculinizadas, mas aquilo que se convencionou como padrão de vitória e conquista na vida, especialmente no campo profissional, foi feito para os homens. E é lógico que as moças tiveram que vestir uma máscara de ferro masculina ou se dariam mal. Mas um homem com H maiúsculo sabe que por trás daquela "armadura" existe um ser feminino completo e o faz desabrochar facilmente.

    Homens do século XXI

    resposta fácil. Primeiramente, o "ser homem" é algo individual, feito sob medida para cada um. Ou seja, se alguém tenta se adaptar a um modelo imposto pela sociedade, com regras arcaicas ou não, acaba perdendo sua própria identidade. Quer agradar aos outros e não a si próprio e, logicamente, vai ficar perdido.

    Aí, então, dá-lhe caras por aí agindo como canalhas, sem sentimento, embora no fundo estejam loucos para dizer algo sensível como "eu te amo" e morrendo de medo de serem tachados de frutinhas. Ou aqueles que, depois de lerem revistas femininas para saber a nova "moda" em atitudes, se impõem uma sensibilidade tão grande que enterram de vez sua masculinidade e acabam invertendo o papel com as mulheres.

    Se fôssemos arriscar, o homem verdadeiro é aquele que tem segurança de sua posição, de seus conceitos e sentimentos, de seu papel na sociedade e, por tudo isso, que respeita a posição feminina. Mesmo porque ele vai querer alguém que agregue algo à sua vida, que o complete.

    Homem de verdade não se cobra para ser um às na cama e aceita a sexualidade feminina. Não é incomum um cara passar a vida inteira esperando encontrar uma garota boa de cama e, quando isso acontece, passa a encanar sobre como ela sabe fazer tudo isso e com quem ela aprendeu. E aí, para se refugiar do embaraço, tasca a pecha de vagabunda à menina. Aliás, um homem de verdade pode negar sexo se não estiver no clima. E aí cabe a ressalva de que, se não tiver pela frente também uma mulher de verdade, vai ser questionado injustamente sobre sua masculinidade. Mas o homem de verdade não está nem aí, ele sabe o que é e o que quer.

    O caminho a ser percorrido para que o homem do século XXI encontre sua identidade ainda é longo, mas muita coisa já foi alcançada. Luiz Cushnir exemplifica com a criação de filhos, que passou a ser compartilhada entre marido e esposa. Há muitos anos, era raro ver um pai brincando com suas crianças. Hoje, pais criam meninos e meninas sozinhos, viajam com eles e participam ativamente das suas vidas, não mais como aquela figura autoritária.

    Um dos exercícios propostos pelo especialista Cushnir, em seus grupos de terapia com homens, aliás, é pedir para que cada paciente imagine que atitudes cada um teria para tornar o filho um homem de verdade. Segundo o médico, a forma de tratamento que esse pai dispensa às mulheres - como respeito e colaboração- acaba sendo determinante para esse ensinamento.

    Enfim, se a individualidade de homens e mulheres deve ser respeitada, você pode procurar ainda hoje qual é seu homem de verdade interior, aquele que você realmente quer ser, sem medo de errar. Deixamos, porém, uma última reflexão, com a incrível frase de Contardo Calligaris: nos seres humanos, o macho alfa (mais forte, mais viril, mais autoritário, mais marcante e com mais bravura) só existe na cabeça dos machos beta.

    Serviço

    Homem de Tarja Preta - Teatro Eva HerzQuinta e sexta: 21hAv. Paulista, 2.073 - Livraria Cultura no Conjunto NacionalTelefone: (11) 3170-4059.Ingressos a R$ 20,00

    Para saber mais sobre o trabalho e livros do Dr. Luiz Cuschnir, conhecer o IDEN e o Gender Groups: www.luizcuschnir.com.br

    »Início

    quinta-feira, 19 de março de 2009

    Que a palavra “não” é recheada de complexidade.

    Tem uma comunidade no Orkut chamada “Que parte do Não você não entendeu?”. Nada de fabuloso, apenas mais uma entre centenas, ou milhares. Resolvi citá-la porque penso que o não, na verdade, é uma palavrinha danada... Minha mãe, por exemplo, quando tinha que dizer um ressonante não para meus apelos de adolescente, sempre deixava essa tarefa por conta do meu pai. É como se o não dele fosse por um ponto final na celeuma sem mais protestos. E punha mesmo!O não do meu pai era incontestável, enquanto que o não da minha mãe era até passível de virar um sim, se eu insistisse. Tem gente que diz não só para fazer charme, para ser do contra. Tem gente que diz não para tudo, sem mais nem menos. Há ,ainda, aqueles que nunca dizem não, e vivem se arrependendo de sua fraqueza. Eu confesso que não sabia dizer não para as coisas difíceis, naquelas situações que sua resposta pode mudar o rumo da sua vida. Hoje, mais madura, aprendi a ponderar os meus nãos. Eu os distribuo sem culpa de acordo com minhas necessidades. Ao contrário de algumas mulheres eu nunca digo não sem que isso seja de fato uma negativa. Isso não significa, de maneira alguma, que alguns de meus sins não sejam absurdamente equivocados. Mas prefiro um sim por engano que um não sem razão. Finalmente, e não menos importante, preciso citar aquelas criaturas que não sabem ouvir um não. Seus ouvidos simplesmente não admitem o som da palavra. A pessoa se revolta, argumenta, reformula a pergunta, enlouquece! E continua agindo como se nada tivesse mudado, embora o outro envolvido tenha deixado clara a sua discordância no assunto em questão. Ai que raiva!E quanta confusão isso causa nos relacionamentos por ai. Quem criou a tal comunidade, que citei acima, deve ter tido inspiração num desses seres... Atitude comum em gente mimada, e isso já é assunto para outro dia. Por enquanto deixo o seguinte pensamento: “Diga não para negar e sim para afirmar, na dúvida não diga nada. Assim a vida é bem mais simples, pode apostar!”
    »Início

    Que eu não quero um marido;

    Minhas amigas, as que acabaram cometendo o ato insano de casar, andam com uma mania irritante de me desejar um bom marido. Para tudo, quem falou que eu quero um marido?
    Onde que a felicidade de uma mulher tem que estar vinculada ao fato de ter um marido?
    É sério, pode parecer falso, só que eu não quero um marido, mesmo. Mas podem me desejar um namorado, é, um namorado eu aceito.
    Não estou dizendo que eu nunca mais vá casar, ninguém sabe, mas agora eu realmente não desejo.
    Eu já casei, o casamento durou o tempo necessário, já separei e já tenho o meu filho.
    Agora eu quero viver com as emoções à flor da pele, coisa que o casamento arranca de nós. Resgatar uma coisa adolescente, que eu já tive, mas faz tempo que não sinto. Eu quero sentir saudades, e que ele também sinta de mim. Ela intensifica tudo, o cheiro do perfume, a forma de olhar, de falar e de se mover. A saudade nos prende, nos faz querer estar junto. Tudo o que está muito ali, perto, fácil, vai perdendo o valor, eu não quero que minhas atitudes se tornem banais. No casamento, tudo o que fazemos de coração acaba virando obrigação, e se tem uma coisa que detesto é fazer as coisas por obrigação, profissionalmente é outro caso, mas em um relacionamento é o começo do fim, pode apostar. E meu pedido é:
    "Papai do Céu, me dá um namorado
    Lindo, fiel, gentil e tarado."
    
    »Início

    segunda-feira, 16 de março de 2009

    Que essa sou eu

    Coisa mais difícil essa de se definir, mas sou, basicamente, as coisas que eu gosto, o que me deixa feliz e me faz bem. Sou um sorriso constante, o bom humor domina a minha pessoa. Sou uma tarde ensolarada com vento frio, detesto o calor. Sou uma xícara de cappuccino com pão de queijo, mas a xícara tem que ser grande e bonita, e o pão de queijo aquele que é bem molinho por dentro. Sou um filme de comédia romântica, menos romântica e mais cômica, por favor. Sou um copo de cerveja bem gelada, rodeado de gente falando muita besteira. Sou a risada do meu filho, seja por qualquer motivo, ele rindo é a coisa mais linda de se ver. Sou as músicas do John Mayer, incrível como ele ainda não fez algo que eu não goste. Sou as palavras de carinho, amizade e admiração que recebo. Sou cada beijo e cada olhar apaixonado que dei e recebi. Sou muitas outras coisas, e serei tudo o que ainda vai me acontecer. Óbvio que tenho o lado negro, mas desse eu falo quando ele resolver sair das trevas pra me visitar, melhor não mexer com quem está quieto, não é verdade?
    »Início

    domingo, 15 de março de 2009

    Que essa é uma mulher descrita por si mesma

    Da mesma forma que nascem as estrelas, nascem as mulheres comuns. Essas sofrem,choram,amam e odeiam,ajudam,erram e acertam,pedem socorro,amamentam,casam e descasam. Aquelas passam pela vida mais tranquilamente, eu acho!Não sei se isso é verdade, mas também não me importo. Sei de mim!Sei que nasci em família simples, tive infância e adolescência difícil. Sei que me tornei adulta carregando valores e sonhos que busco com afinco! Sei que erro, mas as vezes acerto também. Sei que amo e odeio com quase a mesma intensidade. Sei que tenho amigos e desafetos. E não sei tanta coisa que deveria saber depois de tanto viver... Ainda não sei me defender de sentimentos arrebatadores nem me calar em momentos que nem sempre as palavras dizem o que deveriam. Ainda não sei me refazer completamente de decepções, principalmente aquelas causadas por pessoas nas quais confiei. Ainda não aceito a fome, a guerra, a desigualdade, a violência, a miséria, o desinteresse, o abandono, a falsidade e a mentira. Minhas certezas ainda são poucas e minhas incertezas infinitas. Ainda não sei se conseguirei fazer de meu filho um homem de bem, na verdade nem sei se sou realmente eu a responsável por isso. Faço o que posso e da melhor forma que consigo! Busco diariamente o aprendizado, quero ser melhor como ser humano, mais competente como profissional, boa mãe, boa irmã, boa filha, boa amiga, boa companheira. Perfeita?E porque não?Vou sempre fazer o possível!Por vezes, tento até o impossível... De tanto cair já aprendi a me levantar mais rápido e a curar as feridas. Faço das cicatrizes incentivo para tentar cair menos. Vou sempre esperar o melhor das pessoas e sempre desejar um mundo melhor para se viver. Sempre vou querer um amor que dure para sempre, embora eu saiba que tudo tem começo e fim. Tudo certo?Tudo errado?Não sei e não me julgo o tempo inteiro. Sinto só as culpas que suporto e tento ser feliz a maior parte do tempo!
    »Início